quarta-feira, 31 de agosto de 2011

CURA DA SOGRA DE PEDRO

Evangelho: Lucas 4, 38-44

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas - Naquele tempo, 38Saindo Jesus da sinagoga, entrou na casa de Simão. A sogra de Simão estava com febre alta; e pediram-lhe por ela. 39Inclinando-se sobre ela, ordenou ele à febre, e a febre deixou-a. Ela levantou-se imediatamente e pôs-se a servi-los. 40Depois do pôr-do-sol, todos os que tinham enfermos de diversas moléstias lhos traziam. Impondo-lhes a mão, os sarava. 41De muitos saíam os demônios, aos gritos, dizendo: Tu és o Filho de Deus. Mas ele repreendia-os severamente, não lhes permitindo falar, porque sabiam que ele era o Cristo. 42Ao amanhecer, ele saiu e retirou-se para um lugar afastado. As multidões o procuravam e foram até onde ele estava e queriam detê-lo, para que não as deixasse. 43Mas ele disse-lhes: É necessário que eu anuncie a boa nova do Reino de Deus também às outras cidades, pois essa é a minha missão. 44E andava pregando nas sinagogas da Galiléia. 

- Palavra da salvação
- Glória a vós, Senhor!

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

FOTOS DO ENCERRAMENTO DE MÃE RAINHA







fonte:blog jovem caminhando com Cristo

ENCERRAMENTO DA FESTA DE MÃE RAINHA

A festa de Mãe Rainha 2011 teve seu encerramento ontem à noite, com procissão pelo bairro, arriamento das bandeiras e missa.

O último dia teve a participação de toda a comunidade. Prova disso foi a grande multidão que encheu a capela e outros que ficaram do lado de fora.

CABEÇA COMO PRÊMIO

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 17Herodes tinha mandado prender João, e colocá-lo acorrentado na prisão. Fez isso por causa de Herodíades, mulher de seu irmão Filipe, com quem se tinha casado. 18João dizia a Herodes: “Não te é permitido ficar com a mulher do teu irmão”. 19Por isso Herodíades o odiava e queria matá-lo, mas não podia. 20Com efeito, Herodes tinha medo de João, pois sabia que ele era justo e santo, e por isso o protegia. Gostava de ouvi-lo, embora ficasse embaraçado quando o escutava.
 
21Finalmente, chegou o dia oportuno. Era o aniversário de Herodes, e ele fez um grande banquete para os grandes da corte, os oficiais e os cidadãos importantes da Galileia . 22A filha de Herodíades entrou e dançou, agradando a Herodes e seus convidados. Então o rei disse à moça: “Pede-me o que quiseres e eu to darei”.  
23E lhe jurou dizendo: “Eu te darei qualquer coisa que me pedires, ainda que seja a metade do meu reino”.
 
24Ela saiu e perguntou à mãe: “O que vou pedir?” A mãe respondeu: “A cabeça de João Batista”. 25E, voltando depressa para junto do rei, pediu: “Quero que me dês agora, num prato, a cabeça de João Batista”. 26O rei ficou muito triste, mas não pôde recusar. Ele tinha feito o juramento diante dos convidados. 27Imediatamente, o rei mandou que um soldado fosse buscar a cabeça de João.
 
O soldado saiu, degolou-o na prisão, 28trouxe a cabeça num prato e a deu à moça. Ela a entregou à sua mãe. 29Ao saberem disso, os discípulos de João foram lá, levaram o cadáver e o sepultaram.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor. 

(Marcos 6, 17-29)

No Evangelho de hoje, por causa de um juramento, uma cabeça rola. A denúncia de João Batista contra o pecado, e consequentemente a injustiça praticada pelo rei contra seu irmão, sucitou na mulher a raiva, e o consequente pedido da cabeça do profeta. 


domingo, 28 de agosto de 2011

4º DOMINGO - VOCAÇÃO LAICAL - CATEQUISTA

No quarto  final de semana de agosto, nós nos lembramos de todos aqueles que têm a missão de anunciar Jesus Cristo às nossas crianças, adolescentes e jovens, os dedicados  catequistas e os demais ministérios leigos.  Dentro da comunidade cristã vemos um número enorme  de pessoas que oferecem seus dons assumindo serviços específicos: são os catequistas, os ministros extraordinários da Comunhão Eucarística, os membros das equipes de liturgia, os cantores, os dirigentes de comunidades e de grupos de reflexão, as mensageiras de Nossa Senhora, os coroinhas e tantas outras lideranças.
O ministério da catequese deriva do compromisso cristão assumido no batismo e na crisma. Pessoas de nossas comunidades se sentem chamadas por Deus para partilhar sua fé e sua experiência com Jesus Cristo.  No Brasil temos mais de 800 mil  catequistas espalhados por quase 100 mil comunidades. É um verdadeiro exército de evangelizadores que tem como missão anunciar Jesus Cristo e as verdades da fé àqueles que estão  iniciando sua caminhada de Igreja: nossas crianças, adolescentes,  jovens e àqueles que não tiveram a oportunidade de crescer na fé. É uma missão fantástica: abrir o coração de nossos iniciantes às maravilhas de Jesus Cristo, proporcionando um encontro pessoal com o Senhor e o compromisso decorrente de sua fé.
O catequista tem como missão, formar o homem novo e a mulher nova. Novos no Espírito e moldados à luz do Evangelho. É chamado a testemunhar Jesus Cristo na comunidade e, de maneira particular, entre os catequizandos. Ser catequista é ser semeador de novas vocações.  O  catequista é  chamado a    comunicar a pessoa de Jesus, a fazer o Evangelho chegar no coração e na vida das crianças, adolescentes, jovens e adultos. O Evangelho deve chegar a todos de maneira que possa converter o coração de cada um. Deve despertar para o seguimento de Jesus Cristo e para o compromisso na Igreja e na comunidade.
Todos os batizados são evangelizadores. São chamados por Deus para testemunhar sua fé no seu ambiente  específico: na família, gerando, educando na fé seus filhos, construindo a igreja doméstica; na  comunidade,  assumindo um ministério específico – animador, catequista, ministro da comunhão, acólito ou coroinha, mensageiro de Maria, animador litúrgico, dirigente de grupo de jovens, de reflexão, de vivência...; na sociedade, assumindo uma profissão e vivendo como cristão na escola, na empresa, no comércio, na economia, no mundo da política, e nas organizações sociais como associações, sindicatos, agremiações, grupos de voluntários... São muitas as maneiras de testemunhar a sua fé nas estruturas da sociedade.
É preciso que os leigos reflitam  sobre sua identidade e sua missão na Igreja. “Leigo” é toda pessoa que pertence ao povo cristão, mas não à hierarquia eclesiástica.
O leigo participa verdadeiramente do sacerdócio comum de todos os fiéis e, por isso, tanto o homem como a mulher, é apóstolo, é missionário, é protagonista. Pelo Batismo e pela Crisma, os leigos são consagrados para a Missão de construir o Reino: eles têm vez e voz na Igreja, são co-responsáveis na evangelização do mundo de hoje, devem atuar na política, nos meios de comunicação, no campo da educação, da cultura, do trabalho... como protagonistas do Reino.
Fonte:http://www.sav.org.br

REFLEXÃO DO DIA

Se Jesus voltasse um dia
Pe. Zezinho,scj

Se Jesus voltasse um dia, e um dia ele vai voltar, como é que vai achar a terra? Um mundo evangelizado? Dinheiro domesticado? O pão, enfim, repartido?
Se Jesus voltasse um dia e um dia ele vai voltar! Vai achar um só rebanho? Ou rebanhos separados e pastores se agredindo, pra ver quem tem mais ovelhas e o pedaço mais tranqüilo do que era o Reino de Deus?
Se Jesus voltasse um dia, de que lado eu estaria? Achando que estou com ele por estar mais à direita ou por lutar pela esquerda? Ou por ser "equilibrado"?
Se Jesus voltasse um dia e um dia ele voltará, de que lado eu estaria?
De que lado estou agora? A que ídolos me agarro ? O que digo de minha igreja e o que digo das outras ? Sou mais do que eles no quê ? Acho que achei e eles não acharam ou acho que eu posso ter achado meu veio ele o dele e nós dois estamos achando nosso tesouro na mesma mina ? Ou no reino de Deus não há lugar para nós e eles ?
Se Jesus chegasse agora e convocasse todos os seus seguidores, você certamente iria e eu também . mas como veríamos ao nosso lado certas pessoas que não consideramos do meio ?
Qual é mesmo a sua parte no Reino de Deus ? E qual a minha ? Poderíamos juntá-las ou você acha que isso é impossível porque um dos dois sairia perdendo ?
Se Jesus voltasse agora e nos visse com esse medo de partir o pão juntos, de subir o morro ou ir à periferia juntos, de manter hospitais juntos , de orar juntos será que ele nos reconheceria ?
Pode-se crer em Jesus de maneira serena, intelectual e interrogativa. Quem és, Senhor? Pode-se crer nele de maneira emocionada, nem por isso emotiva ou impulsiva: És aquele que responde às minhas indagações! Pode-se crer em Jesus de maneira entusiática e visceral, com gritos e lágrimas, com o sentimento à flor da pele: Sim, tu podes, eu sei que me respondes e responderás...
Só Deus pode saber o que se passa num coração que o procura. Ele conhece o grau de confusão, de carência, de ansiedade e de procura ou de serena busca. Também conhece os indiferentes e os que usam do seu nome para realizar seus obejtivos que não visam nem o Reinod e Deus nem o bem da humanidade.
Por isso, proclamar Jesus e chamar alguém para conhecê-lo e amá-lo conosco é uma coisa. Chamar as pessoas para quem amem Jesus e o conheçam do jeito que nós o conhecemos acaba em proselitismo. Quando damos aos que chamamos, a idéia de que o nosso jeito de amar e louvar Jesus é o único e o mais perfeito estamos mais perto da histeria do que da História!

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REFLEXÃO DO EVANGELHO DOMINICAL

O seguimento de Jesus

A introdução, "A partir de então", relaciona-se com a estada de Jesus com seus discípulos na região gentílica de Cesaréia de Filipe, ao norte da Galiléia e à profissão de fé de Pedro. Eles vão iniciar a viagem em direção ao sul com destino a Jerusalém. Na Galiléia os escribas e os fariseus das sinagogas de Cafarnaum e de mais algumas cidades entraram em conflito com Jesus e até já desejavam sua morte. Indo a Jerusalém, a sede do poder religioso do judaísmo, Jesus pressente o desfecho violento. É o momento de advertir os discípulos sobre o que os espera lá. Os discípulos não contavam com o arriscar a vida, pois esperavam que Jesus assumisse o papel de um messias poderoso que lhes conferiria uma boa e vantajosa posição no sistema. Já se sabia que os líderes religiosos, fariseus, herodianos, sacerdotes, estavam articulando a morte de Jesus. A novidade, agora, é a iminência da morte em Jerusalém, para onde Jesus caminha. Pedro havia professado sua fé em que Jesus era o tradicional messias poderoso, esperado por Israel. Nos evangelhos de Marcos e Lucas Pedro é repreendido por Jesus por tal compreensão. Em Mateus, que transfere o messianismo terreno de Jesus para um messianismo celestial, Pedro é elogiado. Agora, em uma narrativa que se encontra nos três evangelhos sinóticos, quando Jesus fala dos sofrimentos que deve enfrentar em Jerusalém da parte dos anciãos, sumos sacerdotes e escribas, até a morte, Pedro o rejeita com veemência. Jesus, por sua vez o repreende austeramente, e as censuras de Jesus contradizem os elogios mencionados por Mateus anteriormente: se Pedro tinha acolhido a revelação messiânica do céu, agora só tem em mente as coisas dos homens; se era pedra fundamento da construção da Igreja, agora é pedra de tropeço; e se as portas do Inferno nunca prevalecerão contra a Igreja, Pedro, agora, faz o jogo de satanás. A ordem de Jesus a Pedro, "Volte para trás de mim", tem o sentido do retorno de Pedro ao chamado inicial que lhe foi feito: "Vinde após mim, e vos farei pescadores de homens" (Mt 4,19). Jesus exige uma firme compreensão de sua missão libertadora e misericordiosa, rejeitando qualquer ideologia de poder, comparada a um espírito mau. Tal contradição presente no texto de Mateus sugere que os elogios a Pedro, por sua compreensão messiânica triunfalista sobre Jesus, expressem um empenho tardio na exaltação da instituição eclesial embrionária. O seguimento de Jesus significa renunciar aos projetos pessoais de realização aos olhos da sociedade estruturada pelos poderosos, e tomar a cruz. A cruz era o instrumento de suplício e morte imposto pelos romanos àqueles que ameaçavam a ordem do império. Eram os subversivos. Durante a revolta judaica no ano 6 d.C. os romanos crucificaram 500 revoltosos, contornando Jerusalém. Tomar a sua cruz, o que é diferente de "tomar o poder", não tem nada de messiânico. Tomar a cruz e perder sua vida é deixar-se seduzir pelo chamado de Jesus e renovar as estruturas desta sociedade conformando-a a tudo que é bom e agradável a Deus. Aqueles que são seduzidos pelo mundo dos ricos ambiciosos, pensando assim salvar suas vidas, são aprisionados pelas malhas do poder. Seguir Jesus e tomar sua cruz significa rejeitar os critérios de sucesso deste mundo e comprometer-se com a construção do mundo novo de fraternidade, justiça e paz, sem temer as adversidades que surgirão.

José Raimundo Oliva

PROGRAMAÇÃO DA FESTA DE MÃE RAINHA PARA HOJE-ENCERRAMENTO

Dia 28/08 ( Domingo)
Encerramento da Festa
18h30min – Procissão
19h00min – Celebração Eucarística e arreamento das Bandeiras.

Sorteio após a Procissão.
PARTICIPE!!!

DOIS PEDROS

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 21Jesus começou a mostrar a seus discípulos que devia ir a Jerusalém e sofrer muito da parte dos anciãos, dos sumos sacerdotes e dos mestres da Lei, e que devia ser morto e ressuscitar no terceiro dia.
22Então Pedro tomou Jesus à parte e começou a repreendê-lo, dizendo: “Deus não permita tal coisa, Senhor! Que isso nunca te aconteça!”
23Jesus, porém, voltou-se para Pedro e disse: “Vai para longe, Satanás! Tu és para mim uma pedra de tropeço, porque não pensas as coisas de Deus, mas sim as coisas dos homens!”
24Então Jesus disse aos discípulos: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. 25Pois, quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la.
26De fato, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, mas perder a sua vida? O que poderá alguém dar em troca de sua vida? 27Porque o Filho do Homem virá na glória do seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um de acordo com sua conduta”.
 
(Mateus 16, 21-27)

Se retrocedermos alguns versículos da narração de Mateus veremos um outro Pedro: aquele a quem Jesus confiou a Igreja: 

"Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus". (Mateus 16, 18-19)

 No Evangelho de hoje, Pedro é duramente repreendido pelo Mestre. O zelo excessivo do apóstolo fê-lo diferente, com uma conduta reprovável. Jesus exige do discípulo a defesa do Mestre, mas no contexto, sua morte não poderia ser impedida, pois ele iria morrer por todos.

sábado, 27 de agosto de 2011

FOTOS

Confira a COBERTURA da Parte Social da noite de ontem (Sexta Feira) da Festa de Mãe Rainha 2011 que teve a apresentação da Banda Deus Conosco no Blog do Grupo de Jovens Caminhando com Cristo.
 Veja: http://jovemcaminhandocomcristo.blogspot.com/

Vale a Pena Conferir!


PROGRAMAÇÃO DESTE SABADO DA FESTA DE MÃE RAINHA 2011

Dia 27/08 ( Sábado)
18h30min – Terço
19h00min – Celebração
Noiteros: Ministros, Apostolado da Oração e Apostolado da Mãe Rainha.

PARTE SOCIAL
Dia 27/08 – Leilão e Seresta com Valdemar Costa

AINDA SOBRE VOCAÇÃO

Quando falamos em vocação, a primeira coisa que nos vem à cabeça é vocação para ser religioso (padre, freira), professor, médico, advogado.

Ser bom pai também depende de vocação. Às vezes até chegamos a pensar que ser bom estudante depende da vocação. 

ORAÇÃO DO DIA

Pai, transforma-me em discípulo responsável 
que sabe aproveitar cada circunstância para fazer frutificar os dons que me concedes, 
colocando-os a serviço do meu próximo. Amém!

AGOSTO - MÊS VOCACIONAL


Falamos muito de vocação. Quando dizemos que alguém tem vocação, afinal o que queremos dizer? A palavra vocação vem do verbo no latim "vocare" (chama?). Assim vocação significa chamado. É, pois, um chamado de Deus. Se há alguém que chama, deve haver outro que escuta q responde.

A vida de todo ser humano é um dom de Deus."Somos obra de Deus, criados em Cristo Jesus"(Ef 2,10). Existimos, vivemos, pensamos, amamos, nos alegramos, sofremos, nos relacionamos, conquistamos nossa liberdade diante do mundo que nos cerca e diante de nós mesmos.

Não somos uma existência lançada ao absurdo. Somos criaturas de Deus.

Não existe homem que não seja convidado ou chamado por Deus a viver na liberdade, que possa conviver, servir a Deus através do relacionamento fraternal com os outros.

Você é uma vocação. Você é um chamado.

Encontramos na Bíblia muitos chamados feitos por Deus: Abraão, Moisés, os profetas... Em todas as escolhas, encontramos:
  • Deus chama dlretamente, pela mediação de fatos e acontecimentos, ou pelas pessoas.
  • Deus toma a Iniciativa de chamar.
  • Escolhe livremente e permite total liberdade de resposta.
  • Deus chama em vista de uma missão de serviço ao povo.
Vocação é o encontro de duas liberdades:
  • a de Deus que chama
  • a do Homem que responde

MARIA, A VITORIOSA!


Chegará o dia e virá a hora na qual nós, humanos, passaremos por fronteiras que delimitam a vida terrena e as sendas da eternidade. Para os cristãos a eternidade não se identifica com o tempo, senão a vida em plenitude trazida por Cristo, participada aos que se abrem ao seu amor e à sua obra de salvação. A passagem da vida terrena à plenitude da vida vincula-se ao que semeamos e construímos no tempo e no espaço terreno. Embora esses sejam elementos reais que nos condicionam e nos delimitam, o Espírito nos revela e nos lega os valores transcendentes da vida.
Contemplemos em Maria esses valores transcendentes da vida presente e de outros momentos da vida. Maria recebeu do Senhor a dádiva de ser mãe de Cristo e, extensivamente, mãe de todos os filhos e filhas de Deus. Maria tornou-se exemplo referencial do serviço de caridade fraterna, como primícia das criaturas a serem salvas por Cristo. Maria recebeu o privilégio de isenção de todo pecado. Esse privilégio torna-se maternidade operosa à humanidade a ser salva. Maria vivencia sua maternidade na fidelidade incondicional, voltada aos cuidados daqueles que Jesus lhe confia. Sua maternidade espiritual torna-se generosidade serviçal.
Sua virgindade é fecunda porque é aberta à colaboração na obra da redenção. Sua fidelidade é íntegra. Sua disponibilidade é incansável. Maria toma a iniciativa de ir ao encontro de quem precisa do amor de Cristo, único Senhor e Salvador. A assunção de Maria, serva fiel, ensina-nos a enfrentar as contradições inevitáveis que encontramos nos caminhos da vida. Maria representa o amor inconfundível, a fidelidade imbatível daqueles que aceitam servir, superando os obstáculos.
Maria conhece a vida tal como é, cheia de encontros e desencontros. Maria, criatura abençoada, é a mãe que soma esforços e favorece a descoberta de rumos entre desafios, embates, oportunidades, tentativas, esperanças, decepções, condicionamentos. Maria configura a ressurreição de Cristo, elevada aos parâmetros excelsos do amor de Deus. Sua vida e sua missão destinam-se a orientar a todos e cada um de nós, criaturas semelhantes a ela, nos rumos que transcendem as vicissitudes do tempo, repletos de lutas.
A assunção de Maria corresponde ao êxito final da sua vida terrestre, sendo introduzida na glória do Senhor da Vida. Maria como humilde serviçal continua a sua missão de cuidar da vida dos filhos e filhas de Deus nesta terra. Continuará a ensinar as gerações a proclamar as maravilhas que o Senhor realiza nela, como em toda a humanidade, credenciada a bendita entre as mulheres. Maria é um dom de inapreciável valor que Deus nos confiou, para que nos tornemos iguais a ela, cooperadores da obra da redenção.

Dom Aldo Di Cillo Pagotto

Arcebispo Metropolitano da Paraíba - PB

MENSAGEM


Na mão e nos ouvidos 
Pe. Zezinho, scj 

Não faz muito tempo, os fiéis católicos iam "celebrar a eucaristia" ato que a maioria ainda classifica como "ir à missa" e lá, encontravam-se, ouviam e alimentavam-se. Eram acolhidos para "estarem juntos em memória de Jesus", o sacerdote lhes punha a palavra nos ouvidos e o corpo de Cristo na boca.
Veio a renovação e a maioria dos fiéis passou a receber a palavra pelos ouvidos e o corpo de Cristo pelas mãos, embora alguns ainda insistam em recebê-lo na boca. Mas a eucaristia é, hoje, mais ouvidos e mãos do que boca e joelhos. O fiel fala, ora, responde, participa em palavras e gestos, o presidente da assembléia provoca os fiéis a responder, a se penitenciarem, a acolher, a dar a paz, a sair do seu lugar a ir buscar o corpo de Cristo. O verbos eucaristia são penitenciar-se, ouvir, proclamar, acolher, sair do lugar, ir ao encontro, ir com a palavra, ir com as ofertas e ir de volta para casa e para outros encontros, alimentados pela Palavra e pelo pão do Céu.
Nas nossas mãos e nos nossos ouvidos é colocado um conteúdo que enleva e nos torna mais pessoas, mas que também nos provoca. Ao colocar a palavra da fé nos nossos ouvidos e o corpo de quem cremos ser Deus ontem encarnado e agora transubstanciado em nossas mãos, o presidente da assembléia e seus ministros implícita ou explicitamente nos desafiam em norma de Igreja a dizer coisas profundas e a fazer coisas profundas que façam a diferença ao nosso redor.
Não é sem sentido que se fala de "ir à missa" ou "celebrar o maior dos dons". Missa vem de mittere, missio que em latim significam o ato de enviar e o envio. Daí as palavras missão e missionário. Vamos à missa para receber o envio. Católico que não se sente missionário ainda não entendeu a sua igreja nem o ato principal da sua igreja. Sem o verbo ir ela não existiria.
Jesus que disse "vinde e vede", e depois, de várias maneiras disse "ide", essencializava o Reino de Deus ao definir o ato de amar com ir ao outro levar a paz, a mensagem e a certeza de que alguém o ama. Ficar sentado a um sofá comendo pipoca e vendo o mundo passar à sua frente, tecer alguns comentários sobre a ultima onda tsunami, sobre enchentes, deslizamentos, seca e fome e ficar ali opinando esgtá longe de ser catolicismo.
Se há uma gôndola no supermercado para recolher roupas e alimento, se há uma conta da sua igreja para aquela região, se pedem sangue e você esbanja saúde, mas prefere assistir tudo de camarote e de sofá sem dar sequer um passo na direção de quem sofre, falta-lhe o senso de eucaristia e de catolicidade. Católico não esquenta banco.
À medida que diminuem nossas procissões e que mesmo com saúde, ficamos mais tempo vendo a missa pela televisão, à medida que não nos mexemos perdemos uma das medidas mais claras de nossa catolicidade. Os verbos são abraçar acolher, abranger, i lá, participar. Tudo isso está expresso no rito da eucaristia que simbolicamente tem cinco procissões: de Entrada e Acolhida: mãos que acenam; pés que marcham e mãos que elevam ou aplaudem o Livro com a Palavra, pés que marcham e mãos que levam a Oferta, da Comunhão; pés que vão e mãos que recebem o Senhor e, finalmente, da Despedida: pés que vão levar a boa notícia da partilha. Todas elas supõem pernas, mas também mãos e ouvidos.
Dizia uma senhora idosa, alegre e simples:-"Explicada desse jeito, dá vontade de ir à missa três vezes por dia! Meu médico nem precisaria pedir que eu me mexesse."... Outros sacerdotes a explicam ainda melhor do que eu, mas gosto de fazê-lo. Sei de um sem número de irmãos e irmãs que nunca mais trocaram a missa de domingo pelo supermercado ou pelo restaurante. Alimentaram-se no templo e, depois, lá fora. Sem fé, não dá. Pelo menos para eles não dá! 

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EVANGELHO DO DIA (Mt 25,14-30)


SERVO BOM E FIEL

Jesus continuou: 
- O Reino do Céu será como um homem que ia fazer uma viagem. Ele chamou os seus empregados e os pôs para tomarem conta da sua propriedade. E lhes deu dinheiro de acordo com a capacidade de cada um: ao primeiro deu quinhentas moedas de ouro; ao segundo deu duzentas; e ao terceiro deu cem. Então foi viajar. O empregado que tinha recebido quinhentas moedas saiu logo, fez negócios com o dinheiro e conseguiu outras quinhentas. Do mesmo modo, o que havia recebido duzentas moedas conseguiu outras duzentas. Mas o que tinha recebido cem moedas saiu, fez um buraco na terra e escondeu o dinheiro do patrão.
 
- Depois de muito tempo, o patrão voltou e fez um acerto de contas com eles. O empregado que havia recebido quinhentas moedas chegou e entregou mais quinhentas, dizendo: "O senhor me deu quinhentas moedas. Veja! Aqui estão mais quinhentas que consegui ganhar."
 
- "Muito bem, empregado bom e fiel", disse o patrão. "Você foi fiel negociando com pouco dinheiro, e por isso vou pôr você para negociar com muito. Venha festejar comigo!"
 
- Então o empregado que havia recebido duzentas moedas chegou e disse: "O senhor me deu duzentas moedas. Veja! Aqui estão mais duzentas que consegui ganhar."
 
- "Muito bem, empregado bom e fiel", disse o patrão. "Você foi fiel negociando com pouco dinheiro, e por isso vou pôr você para negociar com muito. Venha festejar comigo!"
 
- Aí o empregado que havia recebido cem moedas chegou e disse: "Eu sei que o senhor é um homem duro, que colhe onde não plantou e junta onde não semeou. Fiquei com medo e por isso escondi o seu dinheiro na terra. Veja! Aqui está o seu dinheiro."
 
- "Empregado mau e preguiçoso!", disse o patrão. "Você sabia que colho onde não plantei e junto onde não semeei. Por isso você devia ter depositado o meu dinheiro no banco, e, quando eu voltasse, o receberia com juros."
 
- Depois virou-se para os outros empregados e disse: "Tirem dele o dinheiro e dêem ao que tem mil moedas. Porque aquele que tem muito receberá mais e assim terá mais ainda; mas quem não tem, até o pouco que tem será tirado dele. E joguem fora, na escuridão, o empregado inútil. Ali ele vai chorar e ranger os dentes de desespero.

REFLEXÃO DO EVANGELHO


Fazer frutificar a palavra de Jesus

Esta longa parábola de Mateus tem um enredo que causa estranheza. Nela encontramos alguma semelhança com fatos da vida real, característicos de uma sociedade oportunista de mercado e lucro. Por sua complexidade pode-se perceber que, a partir de um dito de Jesus, sofreu acréscimos ao ser transmitida. Mateus a insere no discurso escatológico de Jesus para estimular a operosidade as suas comunidades vacilantes e inertes, a espera da uma parusia que tardava. As comunidades não devem ficar ociosas nem temerosas, mas devem fazer frutificar a palavra de Jesus, na construção do mundo novo. 
Autor: José Raimundo Oliva

CARREATA

A exemplo da abertura da Semana da Família 2011, a abertura da Festa da Mãe Rainha também teve carreata. 

Abaixo, uma amostra: