segunda-feira, 25 de abril de 2011

1º de Maio - BEATIFICAÇÃO DE JOÃO PAULO II

A cidade de Roma espera acolher cerca de 1 milhão de pessoas para a cerimônia de beatificação do papa polonês, cujos restos mortais poderão ser venerados após a missa. No entanto, o corpo do Pontífice não estará visível aos fiéis.
A urna será colocada sobre um catafalco [suporte usado durante homenagens fúnebres] e coberta com uma tela branca, diante da monumental tumba de São Pedro, nas Grutas Vaticanas, onde permanecerá até a manhã do dia 1º, poucas horas antes de começar a cerimônia de beatificação. Devido ao translado, as Grutas Vaticanas (cripta) - onde hoje descansam os restos mortais do pontífice - permanecerão fechadas ao público de 29 de abril a 1º de maio.
O programa completo e os detalhes da cerimônia de beatificação, divulgados pelo Vaticano, ainda incluem uma vigília na noite do sábado (30), realizada no Circo Máximo, em Roma, das 20h às 22h30 (horário de Roma), quando serão relembrados os principais momentos da vida e as palavras de João Paulo 2º.
Depois da solene procissão que levará a imagem de Maria Salus Populi Romani, serão apresentados alguns testemunhos de colaboradores próximos a Karol Wojtyla: Joaquín Navarro-Valls, cardeal Stanisław Dziwisz, e Marie Simon-Pierre, agraciada pelo milagre que abriu o processo de beatificação. 
Ao fim desta primeira parte, serão recitados os Mistérios Luminosos do Rosário em conexão com cinco santuários marianos em diferentes pontos do planeta: Santuário de Łagniewniki, em Cracóvia (Polônia); Santuário de Kawekamo, em Bugando (Tanzânia); Santuário de Notre Dame do Líbano, em Harissa; Basílica de Santa Maria de Guadalupe, na Cidade do México; e Santuário de Fátima (Portugal).
Cada um dos mistérios do Rosário será ligado a uma intenção: pelos jovens; pela família; pela evangelização, pela esperança e paz aos povos; e pela Igreja, respectivamente.
Na segunda parte da vigília, será apresentado o hino de beatificação de João Paulo 2º, intitulado “Abram as portas a Cristo”, em seguida, o vigário da Diocese de Roma, Agostino Vallini apresentará uma síntese da personalidade espiritual e pastoral do beato.
No final, haverá uma conexão em vídeo com o papa Bento 16, direto do Palácio Apostólico, que fará a oração de conclusão e dará a benção apostólica a todos os participantes.
Já na segunda-feira (2), dia seguinte à beatificação, haverá a primeira missa em ação de graças pelo novo beato, presidida pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcísio Bertone, na praça de São Pedro, às 10h30 (horário de Roma).
O polonês Karol Wojtyla nasceu na cidade de Wadowice, em 18 de maio de 1920. Foi eleito 264º pontífice da Igreja Católica, em 16 de outubro de 1978, sucedendo o papa João Paulo 1º, sendo primeiro papa não-italiano em 455 anos. Ele teve o terceiro papado mais longo da história do catolicismo, com 26 anos de pontificado (contando com o primeiro papa, São Pedro, que, segundo a tradição esteve á frente da Igreja por 37 anos), seguindo o papa Pio 9º (31 anos). João Paulo 2º faleceu em 2 de abril de 2005.

PÁSCOA

Tempo de esperança e ação,
tempo para começar uma vida nova.
Que a luz do Ressuscitado ilumine
seu caminho e lhe dê forças para prosseguir
na certeza de que, nas mãos de Deus
até a morte pode transformar-se em vida.
"Ressuscitei e estou com você..."
Que a Páscoa aconteça em sua vida!

(Livre adaptação do poema "Que a Páscoa aconteça" da Tarcila Tommasi, fsp
no livro Mensagens para o ano todo Vol. 3 - Paulinas Editora)

sábado, 23 de abril de 2011

Na noite, em que Jesus Cristo passou da morte à vida, a Igreja convida os seus filhos a reunirem-se em vigília e oração. Na verdade, a Vigília pascal foi sempre considerada a mãe de todas a vigílias e o coração do Ano litúrgico. A sensibilidade popular poderia pensar que a grande noite fosse a noite de Natal, mas a teologia e a liturgia da Igreja adverte que é a noite da Páscoa, «na qual a Igreja espera em vigília a Ressurreição de Cristo e a celebra nos sacramentos» (Normas gerais sobre o Ano litúrgico, 20). No texto do Precónio pascal, chamado o hino “Exsultet” e que se canta nesta celebração, diz-se que esta noite é «bendita», porque é a «única a ter conhecimento do tempo e da hora em que Cristo ressuscitou do sepulcro! Esta é a noite, da qual está escrito: a noite brilha como o dia e a escuridão é clara como a luz». Por isso, desde o início a Igreja celebrou a Páscoa anual, solenidade das solenidades, com um vigília noturna.
A celebração da Vigília pascal articula-se em quatro partes: 1) a liturgia da luz ou “lucernário”; 2) a liturgia da Palavra; 3) a liturgia batismal; 4) a liturgia eucarística.
1) A liturgia da luz consiste na bênção do fogo, na preparação do círio e na proclamação do precónio pascal. O lume novo e o círio pascal simbolizam a luz da Páscoa, que é Cristo, luz do mundo. O texto do precónio evidencia-o quando afirma que «a luz de Cristo (...) dissipa as trevas de todo o mundo» e convida a «celebrar o esplendor admirável desta luz (...) na noite ditosa, em que o céu se une à terra, em que o homem se encontra com Deus!
2) A liturgia da Palavra propõe sete leituras do Antigo Testamento, que recordam as maravilhas de Deus na história da salvação e duas do Novo Testamento, ou seja, o anúncio da Ressurreição segundo os três Evangelhos sinópticos, e a leitura apostólica sobre o Batismo cristão como sacramento da Páscoa de Cristo. Assim, a Igreja, «começando por Moisés e seguindo pelos Profetas» (Lc 24,27), interpreta o mistério pascal de Cristo. Toda a escuta da Palavra é feita à luz do acontecimento-Cristo, simbolizado no círio colocado no candelabro junto ao Ambão ou perto do Altar.
3) A liturgia batismal é parte integrante da celebração. Quando não há Batismo, faz-se a bênção da fonte batismal e a renovação das promessas do Batismo. Do programa ritual consta, ainda, o canto da ladainha dos santos, a bênção da água, a aspersão de toda a assembleia com a água benta e a oração universal. A Igreja antiga batizava os catecúmenos nesta noite e hoje permanece a liturgia batismal, mesmo sem a celebração do Batismo.
4) A liturgia eucarística é o momento culminante da Vigília, qual sacramento pleno da Páscoa, isto é, a memória do sacrifício da Cruz, a presença de Cristo Ressuscitado, o ápice da Iniciação cristã e o antegozo da Páscoa eterna.
Estes quatro momentos celebrativos têm como fio condutor a unidade do plano de salvação de Deus em favor dos homens, que se realiza plenamente na Páscoa de Cristo por nós. Por consequência, a Ressurreição de Cristo é o fundamento da fé e da esperança da Igreja.
Gostaria de destacar dois elementos expressivos desta solene vigília: a luz e a água.
A Vigília na noite santa abre com a liturgia da luz, evocando a ressurreição de Cristo e a peregrinação de Israel guiado pela coluna de fogo. A liturgia salienta a potência da luz, como o símbolo de Cristo Ressuscitado, no círio pascal e nas velas que se acendem do mesmo, na iluminação progressiva das luzes da igreja, ao acender das velas do altar e com as velas acesas na mão para a renovação das promessas batismais. O símbolo mais iluminador é o círio, que deve ser de cera, novo cada ano e relativamente grande, para poder evocar que Cristo é a luz dos povos. Ao acender o círio pascal do lume novo, o sacerdote diz: «A luz de Cristo gloriosamente ressuscitado nos dissipe as trevas do coração e do espírito» e depois apresenta o círio como «lumen Christi - a luz de Cristo». Quando alguém nasce, costuma-se dizer que «veio à luz» ou que «a mãe deu à luz». Podemos, por isso dizer que a Igreja veio à luz na Páscoa de Cristo. De facto, toda a vida da Igreja encontra a sua fonte no mistério da Páscoa de Cristo.
A água na liturgia é, igualmente, um símbolo muito significativo. «A água é rica de mistério» (R. Guardini). Ela é simples, pura, limpa e desinteressada. Símbolo perfeito da vida, que Deus preparou, ao longos dos tempos, para manifestar melhor o sentido do Batismo. A oração da bênção da água faz memória da ação salvífica de Deus na história através da água. Com efeito, a água é benzida, para que o homem, criado à imagem e semelhança de Deus, «no sacramento do Batismo seja purificado das velhas impurezas e ressuscite homem novo pela água e pelo Espírito Santo». Na tradição eclesial, a fonte batismal é comparada ao seio materno e a Igreja à mãe que dá à luz.
O simbolismo fundamental da celebração litúrgica da Vigília é o de ser uma “noite clara”, ou melhor «a noite que brilha como o dia e a escuridão é clara como a luz». Esta noite inaugura o “Hodie - Hoje” da liturgia, como se tratasse de um único dia de festa sem ocaso (o dia da celebração festiva da Igreja que se prolonga pela oitava pascal e pelos cinquenta dias do Tempo pascal), no qual se diz «eis o dia que fez o Senhor, nele exultemos e nos alegremos» (Sl 118).

Padre José Cordeiro, Reitor do Pontifício Colégio Português (Roma)

sexta-feira, 22 de abril de 2011

SEMANA SANTA 2011

Segue a programação com a Celebração da Vigília Pascal, neste sábado, a partir das 22:00 hs, com a benção do fogo em frente ao Cemitério Público "Morada Paz", seguida com caminhada da luz até a Igreja Matriz. E, no domingo, encerra-se com a Celebração da Páscoa do Senhor, às 19:30 hs na Igreja Matriz.
Esse ano a paróquia conta com 10 missionários(as) (entre eles seminaristas, freira) da cidade de Mossoró que estão realizando missão nos setores de Pereiros, Retiro, Nova Vida, Monte Alegre, Sombreios/Sabiá, São Manoel/São Sebastião e Palheiros III.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

SEMANA SANTA

Definição Origem da Semana Santa
A Semana Santa é um período religioso do Cristianismo e do Judaísmo que celebra a subida de Jesus Cristo ao Monte das Oliveiras, a sua crucificação e a sua ressurreição. No século IV, algumas comunidades cristãs passaram a vivenciar a paixão, a morte e a ressurreição, o que exigia três dias de celebração, consagrados à lembrança dos últimos dias da vida terrena de Cristo. Jerusalém, por ter sido o local desses acontecimentos, é que deu início a essa tradição seguida pelas demais igrejas. Assim a sexta-feira comemora especialmente a morte de Jesus Cristo, o sábado era o dia de luto e o domingo era a festa da ressurreição.
A primeira celebração da Semana Santa foi em 1.682 pelos cristãos. Ela é uma das conclusões do Concílio de Nicéia, regido pelo Papa Silvestre I e patrocinado pelo imperador Constantino, em 325 d.C, que determinou a doutrina da Igreja Católica, transformada em religião oficial do Império Romano. Desde então, festejam-se em oito dias a paixão, morte e ressurreição de Cristo. Um decreto papal estabeleceu o Domingo da Ressurreição como a data mais importante do ano eclesiástico. Ele é celebrado sempre no domingo seguinte à primeira lua cheia da primavera no Hemisfério Norte e do outono no Hemisfério Sul.

A Semana Santa

DOMINGO DE RAMOS - Entrada de Jesus em Jerusalém
Domingo de RamosA comemoração da entrada do Senhor em Jerusalém, com a bênção e a procissão dos ramos, supõe a proclamação do Evangelho, que dá sentido ao ato litúrgico (Mt 21,1-11). O louvor público é o reconhecimento messiânico da pessoa de Jesus , pela explicação bíblica, mais fácil, da relação do Messias com a dinastia davídica. De fato, a saudação messiânica Hosana ao Filho de Davi, no ato de bendizer o que vem em nome do Senhor, é a confirmação do oráculo de Natã, através do qual o povo espera e reconhece a chegada daquele descendente privilegiado, cujo trono seria estável ou permanente. Entretanto, Jesus parece preferir servir-se de outros textos escriturísticos para se deixar reconhecer como Messias. Ao querer montar no jumento para entrar na cidade , assume a missão messiânica, descrita por Zacarias: Dizei à Filha de Sião: eis que o teu rei vem a ti, manso e montado em um jumento, em um jumentinho, filho de uma jumenta.
Este ato contraditório se explica pelo messianismo anti-messiânico, ligado à pregação e irrupção do Reino, que contraria os interesses dos poderosos. Rejeitando-se o Messias, sua pessoa e sua mensagem, rejeita-se também o Reino que veio instaurar através dos meios pobres, mas eficazes, que escolhera. A cruz e a morte se colocam, então, no horizonte desta recusa do projeto messiânico: o caminho do amor que se doa a Deus e aos homens, em prol da justiça e da paz, através da mansidão e da humildade.

QUARTA-FEIRA SANTA - Procissão do Encontro de Nosso Senhor dos Passos e Nossa Senhora das Dores
Dentro da Semana Santa, também chamada de “A Grande Semana”, em muitas paróquias, especialmente no interior, realiza-se a famosa “Procissão do Encontro” entre: o Senhor dos Passos e Nossa Senhora das Dores.
Os homens saem de uma igreja com a imagem de Nosso Senhor dos Passos e as mulheres saem de outra igreja com Nossa Senhora das Dores. Acontece então o doloroso encontro entre a Mãe e o Filho. O padre, então, proclama o célebre Sermão das Sete Palavras, que na verdade são sete frases:
1. Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem. (Lc 23,34 a);
2. Hoje estarás comigo no paraíso. (Lc 23,43);
3. Mulher eis aí o teu filho, filho eis aí a tua mãe. (Jo 19,26-27);
4. Meu Deus, Meu Deus, porque me abandonastes?! (Mc 15,34);
5. Tenho sede. (Jo 19,28 b);
6. Tudo está consumado. (Jo 19,30 a);
7. Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito. (Lc 23,46 b).
O sacerdote, diante das imagens, faz uma reflexão com estas frases, chamando o povo à conversão e à penitência. O silêncio é grande, já que a imagem de Nosso Senhor dos Passos mostra-o com a cruz às costas. É tudo isso que vivemos neste tempo de profunda reflexão. Nossa fé é pascal, passa pelo sofrimento, morte e ressurreição do Senhor.

QUINTA-FEIRA SANTAUltima CeiaBenção dos Santos Óleos
Na Quinta-feira Santa, óleo de oliva misturado com perfume (bálsamo) é consagrado pelo Bispo para ser usado nas celebrações do Batismo, Crisma, Unção dos Enfermos e Ordenação.
Óleo do Crisma - Uma mistura de óleo e bálsamo, significando plenitude do Espírito Santo, revelando que o cristão deve irradiar "o bom perfume de Cristo". É usado no sacramento da Confirmação (Crisma) quando o cristão é confirmado na graça e no dom do Espírito Santo, para viver como adulto na fé. Este óleo é usado também no sacramento do sacerdócio, para ungir os "escolhidos" que irão trabalhar no anúncio da Palavra de Deus, conduzindo o povo e santificando-o no ministério dos sacramentos. A cor que representa esse óleo é o branco ouro.
Óleo dos Catecúmenos - Catecúmenos são os que se preparam para receber o Batismo, sejam adultos ou crianças, antes do rito da água. Este óleo significa a libertação do mal, a força de Deus que penetra no catecúmeno, o liberta e prepara para o nascimento pela água e pelo Espírito. Sua cor é vermelha.
Óleo dos Enfermos - É usado no sacramento dos enfermos, conhecido erroneamente como "extrema-unção". Este óleo significa a força do Espírito de Deus para a provação da doença, para o fortalecimento da pessoa para enfrentar a dor e, inclusive a morte, se for vontade de Deus. Sua cor é roxa.
Instituição da Eucaristia
Na véspera da festa da Páscoa, como Jesus sabia que havia chegado a sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim (Jo 12, 1). Caía a noite sobre o mundo, porque os velhos ritos, os antigos sinais da misericórdiainfinita de Deus para com a humanidade iam realizar-se plenamente, abrindo caminho a um verdadeiro amanhecer: a nova Páscoa. A Eucaristia foi instituída durante a noite, preparando antecipadamente a manhã da Ressurreição. Jesus ficou na Eucaristia por amor..., por ti.
Ceia do Senhor (Lava-pés)
Um momento solene - No 13º capítulo do seu Evangelho, João fala sobre Jesus fraco, pequeno, que terminará sendo condenado e morto na cruz como um blasfemador, um fora da lei ou um criminoso. Até então, Jesus parecia tão forte, havia feito tantos milagres, curado doentes, ordenado que o mar e o vento se acalmassem e falado com autoridade para os escribas e os fariseus. Nós estamos frente a um Deus que se torna pequeno e pobre, que desce na escala da promoção humana, que escolhe o último, que assume o lugar de servo ou escravo. De acordo com a tradição judia, o escravo lavava os pés do senhor, e algumas vezes as esposas lavavam os pés do marido ou os filhos lavavam os do pai.
Desnudação do Altar
A desnudação do altar hoje, é um rito prático, com a finalidade de tirar da igreja todas as manifestações de alegria e de festa, como manifestação de um grande e respeitoso silêncio pela Paixão e Morte de Jesus. O rito atual é realizado de modo muito simples, após a missa. Feito em silêncio e sem a participação da assembléia. As orientações do Missal Romano pedem que sejam retiradas as toalhas do altar e, se possível, as cruzes da igreja. O significado é o silêncio respeitoso da Igreja que faz memória de Jesus que sofre a Paixão e sua morte de Jesus, por isso, despoja-se de tudo o que possa manifestar festa.

SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO
Paixão de Cristo"Chegado ao meio-dia, houve trevas por toda a terra, até às três da tarde. Às três horas, Jesus exclamou em alta voz: "Eloì, Eloì, lema sabactàni?" que quer dizer: Meu Deus, meu Deus, porque Me abandonaste? (...)Soltando um grande brado, Jesus expirou. (...)Ao vê-Lo expirar daquela maneira, o centurião, que se encontrava em frente d'Ele, exclamou: "Verdadeiramente este homem era o Filho de Deus". Jesus, pregado na Cruz, imobilizado nesta terrível posição, invoca o Pai (cf. Mc 15, 34; Mt 27, 46; Lc 23, 46). Todas as suas invocações testemunham que Ele está unido com o Pai. "Eu e o Pai somos um" (Jo 10, 30); "Quem Me vê, vê o Pai" (Jo 14, 9); "Meu Pai trabalha continuamente e Eu também trabalho" (Jo 5, 17).

SÁBADO SANTO 
Círio PascoalQue está acontecendo hoje? Um grande silêncio reina sobre a terra. Um grande silêncio e uma grande solidão. Um grande silêncio, porque o Rei está dormindo; a terra estremeceu e ficou silenciosa, porque Deus feito homem adormeceu e acordou os que dormiam há séculos. Deus morreu na carne e despertou a mansão dos mortos. Ele vai antes de tudo à procura de Adão, nosso primeiro pai, ovelha perdida. Faz questão de visitar os que estão mergulhados nas trevas e na sombra da morte. Deus e seu Filho vão ao encontro de Adão e Eva cativos, agora libertos dos sofrimentos.
Está preparado o trono dos querubins, prontos e a postos os mensageiros, construído o leito nupcial, preparado o banquete, as mansões e os tabernáculos eternos adornados, abertos os tesouros de todos os bens e o meio dos céus preparado para ti desde toda a eternidade".
Fonte:http://wiki.cancaonova.com/index.php/Semana_Santa

terça-feira, 19 de abril de 2011

SEMANA SANTA - TEMPO FORTE DA IGREJA

A Semana Santa teve início neste domingo com a Celebração de Ramos, muito bem participada. A benção dos ramos se deu nas margens do Rio Upanema, no Terminal Turistíco de nossa cidade (passagem molhada que dá acesso a comunidade de Pereiros e adjacências). Este ano a campanha da Fraternidade retrata a questão do Meio Ambiente, assim com a benção dos ramos dêu-se enfase a preservação do Meio Ambiente, sendo este ato realizado as margens do nosso rio, como sinal de alerta para a sua preservação, dever de todos, por ser um sinal de vida.
A paróquia estuda, ainda neste semestre realizar um gesto concreto em prol da preservação do meio ambiente em nosso Município.
A Semana Santa segue a sua programação com caminhadas pela madrugada e visitas aos doentes pelo nosso pároco Pe. Francinaldo e missionários(as) até a quarta-feira.
Logo, logo postaremos a programação completa dos demais dias, ou seja, do tríduo pascal (quinta, sexta e sábado), encerrando-se no domingo da ressureição.  

SANTO DO DIA

19 de abril - DIA DE SANTO EXPEDITO
Expedito, era chefe da 12a Legião romana, então estabelecida em Melitene, sede de uma das províncias romanas da Armênia. Ocupava esse alto posto porque o imperador Diocleciano tinha-se mostrado, no começo de seu reinado, favorável aos cristãos, confiando-lhes postos importantes na administração e no exército.
Essa legião era conhecida como a "Fulminante", nome que lhe havia sido dado em memória de uma façanha que se tornou célebre. Foi sob Marco Aurélio, durante a campanha da Alemanha. O imperador, estabelecido em um campo fortificado, na região dos Quades, isto é, na atual Hungria, se havia deixado cercar pelos bárbaros. Era pleno verão.
A água faltava e a 12a Legião, recrutada, era em grande parte cristã. Seus soldados se reuniram fora do campo, ajoelharam e oraram, como oram os cristãos. Depois, retomaram logo a ofensiva, mas, mal tinham começado, uma chuva abundante se pôs a cair, e fez recuar os inimigos. Subitamente, os raios e o granizo caíram sobre o exército inimigo com tal violência, que os soldados debandaram em pânico indescritível. O exército romano estava salvo e vencedor.
Como se vê, santo Expedito estava à testa de uma das mais gloriosas legiões romanas, encarregada de guardar as fronteiras orientais contra os ataques dos bárbaros asiáticos. Mas a história da Igreja é bastante pobre em detalhes sobre a vida de seus chefes que se distinguiram no comando pelas virtudes de cristãos e de lealdade à causa por que lutavam, como exemplo das mais belas virtudes.
"Expedito" ficou sendo o nome do chefe, apelido dado por exprimir perfeitamente o traço dominante de seu caráter: a presteza e a prontidão com que agia e se portava, então, no cumprimento de seu dever de estado e, também, na defesa da religião que professava. Era assim que os romanos davam, freqüentemente, a certas pessoas um apelido, o qual designava um traço de seu caráter.
Desse modo, Expedito designa, para nós, o chefe da 12a Legião romana, martirizado com seus companheiros em Melitene, no dia 19 de abril de 303, sob as ordens do imperador Diocleciano. Seu nome, qualquer que seja a origem de sua significação, é suficiente para ser reconhecido no mundo cristão, pois condiz, com a generosidade e com o ardor de seu caráter, que fizeram desse militar um mártir.
Desde seu martírio, Expedito tem se revelado um santo que continua atraindo devotos em todo o mundo. Além de padroeiro das causas urgentes, santo Expedito também é conhecido como padroeiro dos militares, dos estudantes e dos viajantes. Ele era militar e, se já não bastasse a tradição que envolve o seu nome, temos a da sua conversão. Conta-se que, assim que resolveu se converter, uma tentação se manifestou em forma de corvo. O animal gritava "Crás! Crás!", que significa, em latim, "Amanhã! Amanhã!". O que se esperava era que ele adiasse o batismo, mas Expedito teria pisoteado o corvo e gritado: "Hodie! Hodie!", ou seja, "Hoje! Hoje!". E assim agiu.

MENSAGEM DO DIA

A volta de Jesus
Pe. Zezinho, scj
No momento em que escrevo, tenho cinco pessoas de minha família na eternidade. Com quase setenta anos, meu tempo de vê-las se avizinha. Por enquanto, nenhuma apreensão. Apenas realismo. Poucos dentre nós chegam aos oitenta... Pai, mae, duas irmãs e um irmão já partiram para o definitivo. Minha fé me diz que o céu existe e minha esperança me afirma que Jesus, na sua misericórdia, os salvou. Eles agora conhecem Jesus de quem ouviram falar; e, nele, com ele e por ele habitam no seio criador da Santíssima Trindade. Como é isso, só eles sabem. Eu apenas creio; não posso provar. Estou com Paulo de Tarso quando afirmava:
Escatologia
A doutrina que se ocupa do fim último das pessoas e das coisas chama-se escatologia. Ao estudar Jesus Cristo, o fiel é conduzido a esta reflexão. Há um depois e não sabemos como ele é. Os textos que podem nos iluminar são muitos, mas citemos alguns:
Jesus é o nosso Alfa e Omega. As coisas começaram nele e terminarão nele. Para nós o Cristo Cósmico tem essa dimensão: nele, por ele e com ele as coisas se realizarão. Dizemos isso por crermos que ele é o próprio Deus que se comunicoui conosco há 2.000 anos atrás e nos disse que um dia viria o fim. Propôs que estivéssemos preparados porque ninguém sabe nem o dia nem a hora e ele o Filho, não revelaria. ( ) Não deveríamos acreditar em quem diz que sabe.
Parusia
Por parusia a Igreja entende, também ao estudar Jesus Cristo, a promessa dele de que antes que tudo acabasse ele voltaria, de outra maneira, mas voltaria. Não haveria mais o que houve na sua primeira vinda, nem os debates, as perseguições, a cruz, a morte e a ressurreição. Ele voltará glorioso para julgar os vivos e os mortos como dizemos no Creio da missa.
Assim, enquanto ele não vem, quem morre, morre no Senhor e na esperança. ( ). Outras igrejas ensinam que os mortos estão no sheol, no repouso não eterno, mas de tempo indefinido, à espera desse dia. Estariam como que numa hibernação espiritual à espera da parusia, nem que dure dez milhões de anos. Para eles, ninguém da terra está no céu. Por isso, não falam com os santos nem com Maria e não pedem sua intercessão. Preferem as preces dos seus pastores vivos. Não acham que os mortos estão vivos no céu. Se achassem pediriam a intercessão deles, como pedem a de seus pregadores aqui na terra.O conceito de salvação e de misericórdia e justiça para eles não é o mesmo que para nós. Apostam sua fichas no último dia no dia do julgamento. Nós apostamos no dia da salvação que, para nós, não é o mesmo.
O repouso dos mortos para eles ainda não é a beatitude eterna, ainda não é o gozo eterno, não entraram no definitivo... Estes irmãos têm o nosso respeito, como esperamos o respeito deles por nossa doutrina de céu antes do dia final.
Nossa fé se desenvolveu de maneira bem diversa. Para nós o sangue de Jesus tem poder e sua morte é eficaz e redentora. ( ) Entendemos que a narrativa da cruz e a promessa do "hoje mesmo no paraiso" a um malfeitor arrependido que morria ao seu lado, serve para nós.( ) Jesus não tem prazo para salvar uma alma. Até porque foi ele quem disse:
Cremos nesta promessa. Para nós, Jesus Cristo realmente salva e não teremos que esperar o último dia para entrar no céu. Entraremos no gozo do Senhor muito antes daquele dia "do último soar da trombeta da eternidade". Seria o fim dos tempos e o começo do não tempo... Nós cremos que antes daquele "toque final" excelente alegoria de Paulo ( ) age a compaixão e a misericórdia do nosso Deus que, se usa de justiça, também é rico de perdão. ( )
As notícias de terremotos devastadores, enchentes e tsunamis que tudo arrasam, as milhares de mortes por catastrofes da natureza ou por maldade humana que suscitam em milhares de púlpitos novos anúncios de fim de mundo, a nós não assustam nem tiram a certeza de que Deus sabe o que fazer com a vida, com a dor, com a morte e com as conseqüências das maldades humanas.
A visão humana é de curto alcance. Onde não vemos perspectivas, entra a nossa fé em Jesus Cristo que nos trouxe o descortínio e a certeza de que ele estaria conosco, não importa o que nos acontecesse. ( ) Escolhemos este modo de olhar para o futuro.
Em muitos casos, ao contrário do que muitos pregadores cristãos anunciam, Jesus não muda os fatos, nem cura, nem nos livra dos acontecimentos: ele nos ensina a dar sentido às coisas. Ele mesmo não mudou a cruz, morreu nela, mas deu-lhe um sentido.
Jesus não veio ao mundo para dar espetáculos de poder sobre o demônio, de curas e de milagres. Fez isso com o menor alarde possível ( ) ( ) ( ). Até pedia segredo. O que ele veio fazer, e o fez magistralmente, foi ensinar-nos a não perder o foco, não esquecer o passado, não desperdiçar o presente e não perder a esperança do amanhã.
A escatologia e a parusia, para nós fazem parte da cristologia. O Filho eterno veio nos dizer que não devemos temer nem o nosso passado, nem o futuro. Ele passou por aqui e mostrou com sua vinda e vida que, apesar dos pesares, o ser humano pode e vai dar certo!
Na sua segunda vinda que, para nós, será sua volta gloriosa e triunfal, o Reino dos Céus será bem mais compreendido. Terá valido a pena viver por ele, o que, em ultima instância, se traduz como viver como Jesus viveu! Não foi isso que ele veio ensinar?

http://www.padrezezinhoscj.com/
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EVANGELHO DO DIA (Jo 13,21-33.36-38)

Judas e Pedro na Ceia com o Mestre
"Em verdade... vos digo: um de vós me entregará"... Bem ao lado de Jesus estava reclinado um dos seus discípulos, aquele que Jesus mais amava... O discípulo, então... perguntou: "Senhor, quem é?" Jesus respondeu: "É aquele a quem eu der um bocado...". Então, Jesus molhou um bocado e deu a Judas Iscariotes... Jesus, então, lhe disse: "O que tens a fazer, faze logo"... Então, depois de receber o bocado, Judas saiu imediatamente. Era noite. Depois que Judas saiu, Jesus disse: "Agora foi glorificado o Filho do Homem, e Deus foi glorificado nele. Se Deus foi glorificado nele, Deus também o glorificará em si mesmo, e o glorificará logo. Filhinhos, por pouco tempo eu ainda estou convosco... : 'Para onde eu vou, vós não podeis ir'". Simão Pedro perguntou: "Senhor, para onde vais?... Eu darei minha vida por ti!" Jesus respondeu: "Darás tua vida por mim? Em verdade, em verdade, te digo: não cantará o galo antes que me tenhas negado três vezes".
Fonte: http://www.paulinas.org.br/diafeliz/evangelho.aspx

REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA

Em Jesus se manifesta a glória de Deus
Durante a última ceia, Jesus lava os pés de seus discípulos. Seis dias antes, na ceia em casa de Lázaro, Maria, em um gesto de amor, ungira os pés de Jesus com perfume. Agora, Jesus anuncia duas negações. Uma, radical, da parte de Judas, que trai Jesus. Outra, da parte de Pedro, que, em um momento, negará ser discípulo de Jesus. Em Pedro estão representados os demais discípulos que se afastaram de Jesus no momento de sua prisão. Porém, tudo contribuirá para a glorificação de Jesus. Neste evangelho, por vinte e três vezes, Jesus faz referências à sua glorificação. Em Jesus se manifesta a glória de Deus, pela sua fidelidade ao Pai, toda sua vida, em seu amor misericordioso e comunicador da vida eterna.
Autor: José Raimundo Oliva.

domingo, 10 de abril de 2011

MISSA DOMINICAL - 19:30 HS - IGREJA MATRIZ - CENTRO

REFLEXÃO DO DIA

A fé como produto
Pe. Zezinho, scj
 
II Parte
 
Religião deveria ser ágape e não fast food! A vida não deveria ser fast food. Para a pressa dos nossos dias inventaram igrejas com milagres e curas garantidas, rápidas e com dia e hora marcados. Os fiéis vão lá onde se fala o que desejam ouvir, se faz o que desejam ver e aceitam pagar por isso porque é religião que enche os olhos.
Vitrais, imagens e paredes em catequese visual não lhes dizem muita coisa. O que os convence é o gesto dramático do irmão cheio de poder que derruba um demônio, faz um coxo andar e um mudo falar. Estes sinais os convencem. O sinal da cruz, uma cruz na parede, uma pintura de Jesus perdoando nada lhes diz. A fé dramática encanta mais do que a fé kerigmática.
Mas quem vai dizer isso às massas que, no dizer de Jean Baubrillard no seu livro sobre o fim do social e o surgimento das massas (Á Sombra das Maiorias Silenciosas) e de Zygmunt Bauman no seu livro sobre a transformação das pessoas em mercadoria ( Vida Para Consumo) falma da perda de sentido e de referências e da compra e da venda de mensagens num mundo habitado por consumidores que descobriram também a religião de consumo. Numa esquina compram em dois minutos uma refeição já pronta e à sua espera, numa outra entram numa igreja e em poucos minutos presenciam um milagre ou uma expulsão de demônios. É a fé urgente a serviço da vida urgente.
Pregadores urgentes detectam em poucos minutos um anjo ou um demônio e acham uma resposta urgente garantindo que aquela resposta mudará a vida do fiel que adquirir aquela mensagem ou ir lá ouvir aquela pregação.
Criamos um mundo imediato de sapatos, roupas e comida prontos. Basta experimentar e pagar. O mundo ficou bem mais fácil. Como não poderia ser diferente alguém descobriu a religião com resposta rápida e garantida sem que voe precise aprender catecismo ou ler a Bíblia. Peque aquele trecho e pague os que o oferecem a você quando você precisar. Pronto! Problema resolvido. Semana que vem terá mais uma rodada de curas e milagres. Tiraram a decisão das mãos de Deus. Eles urgem com Deus, exortam e arrancam o milagre com suas preces intensas. Até publicam livros e panfletos de orações poderosas e infalíveis.
Ao fiel que entende que a vida e a fé não funcionam desta forma respondem que ele não tem fé, porque a Deus nada é impossível e para quem crê não existem barreiras.
E não faltam os palestristas que classificam a fé como produto. O fiel tem uma necessidade e o pregador tem uma resposta e uma solução, Vai ao livro ou conta uma história que anima o fiel a esperar pelo milagre.
Uma coisa porém é vender objetos que ajudem a estudar melhor e aprofundar a nossa fé e outra garantir que aquele objeto perfumado ou trazido de Roma ou de Jerusalém e aquele óleo com gotas de óleo da Terra Santa tem mais chance de faze ro milagre acontecer!
Perguntei a uma senhora jovem que falava das maravilhas do rosário perfumado que trouxera de Jerusalém, que diferença havia entre manipular aquelas contas e as de outro rosário brasileiro. A resposta dela foi digna de um livro de Bauman ou de Baudrillard. Disse que o que valia não era o sentido, mas o sentimento. Este, sim é a única coisa verdadeira da vida! Pedi licença e revidei dizendo que o rapaz que diante da multidão acabara de matar a namorada refém, se governara pelo seu sentimento e não pelo sentido do seu ato!
Ela perguntou onde eu estudara!... Nos mesmos livros que seu pregador preferido também estudara! Mas optei por anunciar uma fé que não tem respostas tão urgentes nem tão mercadológicas.
A dimensão mercadológica da fé assusta! Olhe as obras, ouça os apelos, calcule o rio de dinheiro que passa pelas igrejas, pergunte aonde vai tudo isso e depois reflita sobre o produto que ajuda a fé e sobre a fé que se vale do produto! O acento revelará a igreja e o pregador!

EVANGELHO DOMINICAL (Jo 11, 1-45)

JESUS RESSUSCITA LÁZARO
Ora, havia um doente, Lázaro, de Betânia, do povoado de Marta e de Maria, sua irmã. (Maria é aquela que ungiu o Senhor com perfume e enxugou seus pés com os cabelos. Lázaro, seu irmão, é quem estava doente.) As irmãs mandaram avisar Jesus: "Senhor, aquele que amas está doente". Ouvindo isso, disse Jesus: "Esta doença não leva à morte, mas é para a glória de Deus...". Jesus tinha muito amor a Marta, à sua irmã Maria e a Lázaro... Depois, falou aos discípulos: "Vamos, de novo, à Judéia". Os discípulos disseram-lhe: "Rabi, ainda há pouco os judeus queriam apedrejar-te, e agora vais outra vez para lá?"... Logo que Marta soube que Jesus tinha chegado, foi ao encontro dele. Maria ficou sentada em casa. Marta, então, disse a Jesus: "Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido. Mesmo assim, eu sei o que pedires a Deus, ele te concederá". Jesus respondeu: "Teu irmão ressuscitará". Marta disse: "Eu sei que ele vai ressuscitar, na ressurreição do último dia". Jesus disse então: "Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que tenha morrido, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá jamais. Crês nisto?" Ela respondeu: "Sim, Senhor, eu creio firmemente que tu és o Cristo, o Filho de Deus, aquele que deve vir ao mundo". Tendo dito isso, ela foi chamar Maria, sua irmã, dizendo baixinho: "O Mestre está aí e te chama". Quando Maria ouviu isso, levantou-se depressa e foi ao encontro de Jesus. Jesus ainda estava fora do povoado, no mesmo lugar onde Marta o tinha encontrado. Os judeus que estavam com Maria na casa consolando-a, viram que ela se levantou depressa e saiu; e foram atrás dela, pensando que fosse ao túmulo para chorar. Maria foi para o lugar onde estava Jesus. Quando o viu, caiu de joelhos diante dele e disse-lhe: "Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido". Quando Jesus a viu chorar e os que estavam com ela, comoveu-se interiormente e perturbou-se. Ele perguntou: "Onde o pusestes?". Responderam:"Vem ver, Senhor!". Jesus derramou lágrimas. 0s judeus então disseram: "Vede como ele o amava!". Alguns deles, porém, diziam:"Este, que abriu os olhos ao cego, não podia também ter feito com que Lázaro não morresse?". De novo, Jesus ficou interiormente comovido. Chegou ao túmulo. Era uma gruta fechada com uma pedra. Jesus disse: "Tirai a pedra!". Marta, a irmã do morto, disse-lhe: "Senhor, já cheira mal: é o quarto dia". Jesus respondeu: "Não te disse que, se creres, verás a glória de Deus?" Tiraram então a pedra. E Jesus, levantando os olhos para o alto, disse: "Pai, eu te dou graças porque me ouviste! Eu sei que sempre me ouves, mas digo isto por causa da multidão em torno de mim, para que creia que tu me envias¬te". Dito isso, exclamou com voz forte: "Lázaro, vem para fora!". O morto saiu, com as mãos e os pés amarrados com faixas e um pano em volta do rosto. Jesus, então, disse-lhes: "Desamarrai-o e deixai-o ir!"...

REFLEXÃO DO EVANGELHO

Jesus é a ressurreição e a vida
Neste texto, o evangelista João faz uma prefiguração da morte e ressurreição de Jesus. Na primeira parte temos o diálogo de Jesus com os discípulos, a partir da notícia da doença de Lázaro. Criando um estranho suspense, Jesus não reage de imediato a esta noticia, minimizando-a com a simples afirmação simbólica de que Lázaro dorme. Neste diálogo destaca-se a ameaça de morte que paira sobre o próprio Jesus a partir dos judeus. Na segunda parte, Jesus chegando em Betânia, temos o edificante diálogo de Jesus com Marta, encerrando-se com a ressurreição de Lázaro. Em seu texto, o evangelista João com seu gênio literário apresenta uma detalhada e expressiva análise da ressurreição comunicada por Jesus. Aquele que Jesus ama, não está morto mas é resgatado para a vida. Na teologia paulina (segunda leitura), pelo ato de fé, no batismo, morremos com Cristo para viver como ressuscitados em Cristo. Na perspectiva do batismo de João, assumido por Jesus, pela conversão, na prática da justiça, da fraternidade e do amor, já vivemos como ressuscitados. As categorias escatológicas do morrer e ressuscitar (primeira leitura) deixam de ser uma realidade do último dia. Passam a ser uma realidade atual. Jesus é, na história, a ressurreição e a vida. Quem crê nele viverá, não morrerá jamais.

Autor: José Raimundo Oliva


sábado, 9 de abril de 2011

PROGRAMAÇÃO DO DIA - ZONA URBANA E RURAL

10:00 h - MISSA DA ESPERANÇA - Igreja Matriz - Centro
19:00 h - CELEBRAÇÃO NO SANTUÁRIO DA MÃE RAINHA - Bairro Pêgas
Na zona rural segue com uma vasta programação em cada Setor Missionário, tendo em alguns a presença do nosso vigário paroquial.

MENSAGEM DO DIA

A FÉ COMO PRODUTO
Em várias igrejas cristãs, mercê de uma catequese imediatista que privilegia o sentir, mais do que o estudar, o aprender e o compreender cresceu o número de pregadores que dicotomizam a fé entre o bem e o mal. Não há "pode ser" nem "talvez". Trabalham com o certo e o absoluto. Tudo é anjo ou demônio, tudo é oito ou oitenta, tudo é Deus e anti-Deus. Entre São Paulo e Rio de Janeiro há pelo menos vinte cidades onde se pode morar com razoável conforto. Quem achasse que só se pode morar ou em São ou no Rio de Janeiro demonstraria incapacidade de assimilar a realidade.
São eles que em plena televisão ou congresso, quando apaga a luz atribui o fato ao inimigo, quando volta a acender após as preces que um deles comanda atribuem a volta a luz aos anjos. Recentemente um pregador olhou insistentemente o relógio de pulso que parecia não funcionar. A invés de ignorar o fato, dramatizou. Pôs a culpa no maligno, tirou o relógio do pulso e o jogou para os bastidores. O maligno estaria prejudicando sua pregação ao fazer parar o seu relógio de pulso. Outro atribuiu a epidemia da dengue ao demônio da dengue que comandava os mosquitos para levarem a doença aos lares. Solenemente expulsou-o do Brasil.
Os fatos se multiplicam e se repetem. Pior em tudo é que muitos que assim fazem estudaram teologia, mas resolveram praticar uma fé mágica que vê anjos onde não há e demônios onde nunca houve. Supersimplificam a vida decidindo que o que prejudica os fiéis é do demônio e o que faz bem é dos anjos e do céu. Assim, o câncer é obra do demônio e a cura é obra do céu, exceto quando um deles fica enfermo. Aí, é provação do céu, porque o demônio não poderia ferir quem já é do Cristo.
Sua visão de Cristo foge à teologia num flagrante sinal de que não estudaram a matéria. Garantem que têm visões e revelações especiais e veiculam isso pela imprensa. Garantem curas que, não verificadas ficam por isso mesmo. E houve aquele que disse que somos cristãos porque somos filhos do Cristo. Disse também que amor filia é o mesmo que amor filial. Como ninguém contesta, tais pregações prosseguem.
Um dizia que o rock não pode ser musica cristã porque é som do demônio, outro afirmava que determinada canção muito cantada entre católico, se tocada de trás para frente era um louvor a satanás. E houve aquele que garantiu que Maria não tem poder nenhum porque ela está dormindo à espera da ressurreição, mas que seu pregador preferido opera milagres com um simples toque. Aleluia! O pregador daquela igreja está salvo e tem mais poder do que a mãe de Jesus que está morta e ainda não chegou ao céu! A conclusão é óbvia: para ele Jesus tem poder só na terra, mas não tem depois da morte porque é incapaz de levar até a mãe dele para o céu! Um trecho de Paulo lhe garante que o céu só se abrirá no ultimo dia da humanidade. Esqueceu os outros trechos da mesma Bíblia que falam de salvação imediata e que dizem que Jesus tem todo o poder no céu e na terra...
É claro que o fiel que vê alguém jogar fora óculos, cadeira de rodas e muletas ao som de uma prece escolherá esta igreja, e não a outra na qual o pegador manda pensar e diz que o milagre não tem hora nem lugar marcado para acontecer. Entre o milagre que pode acontecer, mas não se sabe quando porque é Deus quem decide operar e aquele que garantidamente acontece no culto das 20h e no do sábado, o fiel que busca resultado vai lá onde milagres acontecem ao comando de um pegador poderoso em obras e palavras.
O mundo sempre escolheu o imediato. Esperar é virtude que poucos cultivam. Também não esperam pelo céu. Porque sentar-se à espera de uma refeição que demoraria 30 minutos se ele pode encomendar um prato feito em dois ou três?
A fé do prato feito, imediata tomou conta de inúmeras igrejas. Do restaurante de comida boa, mas cujas refeições demoram, muitos mudam para o restaurante ao lado que servem na hora comida quentinha. Quem serve mais depressa ganha a freguesia. Exceto quando a freguesia descobre o valor do diálogo à mesa e sabe que refeição não é só questão de comer e saciar-se. Pode ser ágape! Mais do que comer é estar juntos!

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Comentários para: online@paulinas.com.br

NINGUÉM JAMAIS FALOU COM ELE (Jo 7,40-53)

Ouvindo estas palavras, alguns da multidão afirmavam: "Verdadeiramente, ele é o profeta!" Outros diziam: "Ele é o Cristo!" Mas outros discordavam: "O Cristo pode vir da Galiléia? Não está na Escritura que o Cristo será da descendência de Davi e virá de Belém, o povoado de Davi?"... Alguns queriam prendê-lo, mas ninguém lhe pôs as mãos. Os guardas então voltaram aos sumos sacerdotes e aos fariseus, que lhes perguntaram: "Por que não o trouxestes?" Responderam: "Ninguém jamais falou como este homem". Os fariseus disseram a eles: "Vós também vos deixastes iludir? Acaso algum dos chefes ou dos fariseus acreditou nele? Mas essa gente que não conhece a Lei são uns malditos!" Nicodemos, porém, um dos fariseus, aquele que tinha ido a Jesus... disse: "Será que a nossa Lei julga alguém antes de ouvir ou saber o que ele fez?" Eles responderam: "Tu também és da Galiléia? Examina as Escrituras, e verás que da Galiléia não surge profeta".

JESUS SUSCITA CONTROVÉRSIA

Jesus está na festa das Tendas, em Jerusalém. João a chama de "festa dos judeus" (7,2) indicando que o interesse de Jesus não era a festa, mas o anúncio da Boa Nova aos peregrinos que chegavam. Em João é frequente a referência genérica a "judeus" como os adversários de Jesus. Jesus suscita a controvérsia em relação à sua pessoa. É o profeta que anunciará o messias ou é o próprio Messias (Cristo) triunfante? Para os chefes e os fariseus a origem humilde de Jesus não permite nenhuma destas interpretações. Porém, para o povo oprimido, Jesus "fala como jamais ninguém falou". É o anúncio da novidade do Reino, que suscita a curiosidade das mentes submissas à ideologia do poder. Mas o amadurecimento é lento. Exige escuta, acolhida e libertação.
Autor: José Raimundo Oliva

PAPA ENVIA MENSAGEM AO POVO DO RIO DE JANEIRO E SE DIZ CONSTERNADO COM O ATENTADO CONTRA CRIANÇAS

O papa Bento XVI enviou um telegrama, na manhã de ontem, 8, ao arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani João Tempesta, no qual se diz “profundamente consternado pelo dramático atentado realizado contra crianças indefesas”, no bairro de Realengo (RJ). O telegrama foi enviado por meio do secretário de Estado, o cardeal Tarcisio Bertone.
Segundo o cardeal, o papa convida todos os cariocas, diante desta tragédia, a dizer não à violência que “constitui caminho sem futuro, procurando construir uma sociedade fundada sobre a justiça e o respeito pelas pessoas, sobretudo os mais fracos e indefesos”, disse.
No final da mensagem o papa concede a todo o povo brasileiro a sua Benção Apostólica.
No mesmo telegrama, o núncio apostólico no Brasil, dom Lorenzo Baldisseri, diz estar unido à dor dos que perderam parentes e amigos e manda uma mensagem ao arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani.
“Uno às palavras do cardeal Tarcisio Bertone, à minha fervente oração a Deus Todo poderoso e rico em misericórdia, nesta circunstância tão dolorosa na sua arquidiocese”, disse dom Lorenzo.

Leia a íntegra da mensagem abaixo:
Excelência Reverendíssima
Cumpro o dever de transmitir a Vossa Excelência, o telegrama de Sua Eminência o cardeal Tarcício Bertone, Secretário de Estado:
Exmo Revmo Dom Orani João Tempesta
Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro
Profundamente consternado pelo dramático atentado realizado contra crianças indefesas em um colégio municipal no bairro do Realengo, o Sumo Pontífice deseja assegurar através de Vossa Excelência Revma sua solidariedade e conforto espiritual às famílias que perderam seus filhos e toda a comunidade escolar, com votos de pronta recuperação dos feridos.
O Santo Padre convida todos os cariocas, diante desta tragédia, a dizer não à violência que constitui caminho sem futuro, procurando construir uma sociedade fundada sobre a justiça e o respeito pelas pessoas, sobretudo os mais fracos e indefesos.
Em nome de Deus, para que a esperança não esmoreça nesta hora de prova e faça prevalecer o perdão e o amor sobre o ódio e a vingança, Sua Santidade Papa Bento XVI concede-lhes uma confortadora bênção apostólica.
Cardeal Tarcísio Bertone
Secretário de Estado de Sua Santidade
Uno às palavras do Cardeal, minha fervente oração a Deus Todo poderoso e rico em misericórdia, nesta circunstância tão dolorosa na sua Arquidiocese.
Aproveito o ensejo para expressar meus sentimentos de alta estima.
Dom Lorenzo Baldisseri
Núncio Apostólico

sexta-feira, 8 de abril de 2011

VIA-SACRA

Nesta sexta-feira, realizou-se mais uma Via-Sacra, depois do Setor Oeste foi a vez do Setor Sul, destacandio a participação bem significativa dos moradores daquele setor missionário, contou com a presença do Pe. Francinaldo Macário.

ESTAMOS DE VOLTA....... AGORA PRA VALER!!!!!!!!!!!!!