O
mal de muitas pessoas é não ter a consciência de pertença. Quem não tem
essa consciência vive ao léu. Não sabe porque vive. Sente-se inútil.
Sente-se órfão, e pior, tem a sensação de que foi atirado neste mundo.
Muitos andam perdidos, sem destino, sem ligação, e por isso mesmo, sem
nenhum motivo para viver, a não ser o de comer, dormir e satisfazer as
necessidades básicas.
Quem
fala assim: “Isso não é meu...” ou “Isso não é comigo...” ou “Nada
tenho a ver com isso...”, é porque não tem o sentido de pertença. De
fato ninguém luta por aquilo que não é seu. Quem não tem o sentido de
pertença é uma pessoa que vive numa comunidade, mas não se sente
comunidade. Está numa família, mas a família nada diz para ela. É
associada a uma organização, mas nunca luta por ela. É batizada numa
Igreja, mas a Igreja está longe dela. Faz parte de uma cidade, mas a
cidade nada tem a ver com ela. E assim podemos continuar colocando
situações de pessoas “por fora”. Pessoas sem ligação.
Pertencer
é sentir-se ligado. É o critério seguro. Sentir-se ligado é a alegria
de poder dizer: “eu sou família...”, “eu sou Igreja...”, “eu sou o
sindicato...”, “eu sou a sociedade...”, “eu sou Brasil” “eu sou
humanidade”. Quando a gente se sente ligado, veste a camiseta, luta por
renovação, quer mudança e progresso. Ter o sentido de pertença é estar
por dentro, é ver por dentro e colocar-se a serviço. É ser jogador, ator
e participante. Estar em campo e jogar é uma coisa. Estar nas
arquibancadas e simplesmente ver e torcer, é outra coisa. Ser ator no
palco da vida, da família, da sociedade, da Igreja, da organização, é
uma coisa. Ser alguém que apenas olha, apóia ou critica, é outra coisa.
Pertencer
é fazer história. É bonito dizer: “eu sou...”, “eu faço...”, “isso é
comigo.” Pertencer é deixar a própria marca. É deixar naquilo que se faz
e nas organizações a que se pertence a própria voz, força, olhar,
sentimentos, vida e emoções. É fazer história. É dizer a si mesmo: “por
aqui passei, vivi, trabalhei, suei, dei minha vida”. A verdade é que
somente se dá a vida, somente se dedica tempo e qualidades naquilo em
que cremos que é nosso, que nos pertence ou pertencemos a ele. Até da
vida se pode estar por fora. Quando não se cuida ou zela pela vida que
se tem, é sinal ou se tem a sensação de que ela não está dentro de nós.
Viver é pertencer. Pertencer é a razão da luta.
Para continuar a reflexão: A PERTENÇA do indivíduo à Igreja se dá através da sua FREQÜÊNCIA na Igreja e da sua AÇÃO na Igreja.
Quanto à FREQÜÊNCIA, você pode se perguntar: “Que tipo de Católico sou eu?”
“Católico IBGE”: Só se descobre que ele é católico em questionário;
“Católico INSS”: Igreja para ele é só para idosos e aposentados;
“Católico SOCIALITE”: Sempre (e somente!!) está presente em batizados, casamentos, missas de Páscoa e Natal e de 7º dia;
“Católico DOENTE”: Para ele, ir a Igreja é como ir ao médico: só se vai quando não tem mais jeito;
“Católico
AUTÔNOMO”: Diz que é católico mas que não precisa ir a Igreja, pois
"Deus está em todos os lugares"; ele “reza em casa”
“Católico EUCARÍSTICO”: Chega nas Missas depois das preces e sai depois da Comunhão;
“Católico "FANTÁSTICO": Só se vê aos domingos;
“Católico DORIL”: Aquele que quando pinta um problema, some;
“Católico
POLÍTICO DEMAGOGO”: Só aparece de quatro em quatro anos, cheio de boas
intenções, geralmente para pedir alguma coisa, faz promessas e depois
desaparece.
"O SEMEADOR" se propõe a missão de transformar o Católico das categorias anteriores em:
“Católico
CONSCIENTE” que é aquele que participa ativamente em sua Paróquia,
conhece verdadeiramente a sua Religião, a sua Igreja e a sua Fé.
Exatamente por isso é capaz de amá-las e vivê-las plenamente.
Mais perguntas para se questionar:
Em qual dos 3 estágios descritos a seguir se encaixa minha situação de pertença?
EU SOU UM FREGUÊS DA IGREJA? EU SÓ VOU À IGREJA QUANDO PRECISAR DELA...
BATISMO, CASAMENTO MISSA DE 7º DIA... ESSA É A FASE: “EU PRECISO DA
IGREJA”
EU SOU UM SIMPATIZANTE? GOSTO DA MINHA IGREJA, COMO DO TIME DE FUTEBOL.
ADMIRO, FICO TORCENDO... MAS NÃO ENTRO EM CAMPO... ESSA É A FASE:
“MINHA IGREJA É A MELHOR!”
EU SOU SÓCIO? A IGREJA É MINHA FAMÍLIA? COMPARTILHO A SORTE DELA, AO
INVÉS DE FICAR SÓ CRITICANDO, LUTO PARA QUE ELA SEJA MELHOR – TRABALHO
NELA... ESSA É A FASE: “EU SOU IGREJÁ!”
AVALIANDO-ME:
Posso espelhar-me neste passo bíblico do Livro dos Atos dos Apóstolos? (Atos 2,43-47)
“Freqüentavam
com assiduidade a doutrina dos apóstolos, as reuniões em comum, o
partir do pão e as orações. De todos apoderou-se o medo à vista dos
muitos prodígios e sinais que faziam os apóstolos. E todos que tinham fé
viviam unidos, tendo todos os bens em comum. Vendiam as propriedades e
os bens e dividiam o dinheiro com todos, segundo a necessidade de cada
um. Todos os dias se reuniam unânimes no Templo. Partiam o pão nas casas
e comiam com alegria e simplicidade de coração, louvando a Deus entre a
simpatia de todo o povo. Cada dia o Senhor lhes ajuntava outros a
caminho da salvação”.
Conforme
este texto bíblico que descreve as primeiras comunidades cristãs, uma
das características da comunidade ideal é a freqüência, a participação
nas reuniões e celebrações da igreja. Então, para ver se você está
dentro dos padrões normais, faça o teste seguinte.
TESTE SEU CONHECIMENTO
Qual é a cor da pintura interna e dos altares da igreja ou capela mais próxima de você?
Saberia dizer o nome de três Agentes de Pastoral que atuam em sua igreja?
Qual foi a ocasião em que você foi na última vez à igreja?
Qual é o nome do novo pároco da Paróquia de Santa Luzia?
SE NÃO SE SAIU BEM NO TESTE, NÃO DESANIME!
AO CONTRÁRIO: TOME A DECISÃO DE VIR CONHECER MELHOR SUA IGREJA!
SUA COMUNIDADE AGUARDA VOCÊ COM CARINHO!
ACEITE A VISITA DE HOJE COMO UM CONVITE ESPECIAL DE JESUS CRISTO
A SER UM(A) FREQÜENTADOR(A) ASSÍDUO(A) DE SUA IGREJA!
GOSTARIA NA PRÓXIMA CELEBRAÇÃO DE VER VOCÊ
PRESENTE NA IGREJA COM TODA SUA FAMÍLIA!
Pe Walter Collini



