segunda-feira, 30 de agosto de 2010

EVANGELHO E REFLEXÃO DO DIA

EVANGELHO (Lc 4,16-30)
Acolhem, admiram, rejeitam e condenam
Jesus foi para a cidade de Nazaré, onde havia crescido. No sábado, conforme o seu costume, foi até a sinagoga. Ali ele se levantou para ler as Escrituras Sagradas, e lhe deram o livro do profeta Isaías. Ele abriu o livro e encontrou o lugar onde está escrito assim: "O Senhor me deu o seu Espírito.
Ele me escolheu para levar boas notícias aos pobres e me enviou para anunciar a liberdade aos presos,
dar vista aos cegos, libertar os que estão sendo oprimidos e anunciar que chegou o tempo em que o Senhor salvará o seu povo."
Jesus fechou o livro, entregou-o para o ajudante da sinagoga e sentou-se. Todas as pessoas ali presentes olhavam para Jesus sem desviar os olhos. Então ele começou a falar. Ele disse:
- Hoje se cumpriu o trecho das Escrituras Sagradas que vocês acabam de ouvir.
Todos começaram a elogiar Jesus, admirados com a sua maneira agradável e simpática de falar, e diziam:
- Ele não é o filho de José?
Então Jesus disse:
- Sem dúvida vocês vão repetir para mim o ditado: "Médico, cure-se a você mesmo." E também vão dizer: "Nós sabemos de tudo o que você fez em Cafarnaum; faça as mesmas coisas aqui, na sua própria cidade."
E continuou:
- Eu afirmo a vocês que isto é verdade: nenhum profeta é bem recebido na sua própria terra. Eu digo a vocês que, de fato, havia muitas viúvas em Israel no tempo do profeta Elias, quando não choveu durante três anos e meio, e houve uma grande fome em toda aquela terra. Porém Deus não enviou Elias a nenhuma das viúvas que viviam em Israel, mas somente a uma viúva que morava em Sarepta, perto de Sidom. Havia também muitos leprosos em Israel no tempo do profeta Eliseu, mas nenhum deles foi curado. Só Naamã, o sírio, foi curado.
Quando ouviram isso, todos os que estavam na sinagoga ficaram com muita raiva. Então se levantaram, arrastaram Jesus para fora da cidade e o levaram até o alto do monte onde a cidade estava construída, para o jogar dali abaixo. Mas ele passou pelo meio da multidão e foi embora.
Palavra da Salvação: Glória a vós Senhor!

REFLEXÃO
Vem libertar os oprimidos
Nesta narrativa de Lucas podemos ver dois temas fundamentais, que estarão presentes ao longo de seu Evangelho. Primeiro, a caracterização do ministério de Jesus, como sendo aquele que vem libertar os aprisionados e oprimidos e trazer a luz que remove as ilusões e seduções do mundo dos poderosos, e que ilumina o caminho da vida no encontro com o Pai. Em segundo lugar, fica caracterizado o clima de rejeição e perseguição da parte dos judeus de Israel, que acompanhará Jesus ao longo de seu ministério, culminando com sua morte na cruz.
Autor: José Raimundo Oliva

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Morre o bispo emérito de Palmares-PE

Faleceu nesta terça-feira, 24, o bispo emérito de Palmares (PE), Dom Acácio Rodrigues Alves, 85 anos. Ele estava internado no hospital Real Português, de Recife (PE), desde março deste ano. Ele tinha mal de Alzheimer e diabetes avançado, além de estar em coma devido a graves infecções que o atacaram desde a amputação de um dos dedos do pé.
Segundo informações do bispo diocesano de Palmares, dom Genival Saraiva de França, às 19h de hoje, haverá uma missa de corpo presente na catedral de Palmares. Às 9h de amanhã, 25, outra missa será celebrada na igreja matriz do município de Gameleira, que fica a 34 km de Palmares. Logo em seguida, o corpo será sepultado na própria igreja.
Dom Genival explica, que o motivo da missa de amanhã e do sepultamento ocorrerem na igreja matriz de Gameleira se dá, porque a catedral de Palmares ainda encontra-se fragilizada devido às fortes inundações que afetaram o município no mês de junho.
O lema episcopal do dom Acácio era "Um em Cristo".
Fonte: CNBB.

MENSAGEM DO DIA

Deus não fabrica lixo

Um dos cartazes mais encantadores que já vi
foi o de um menino de 8 anos debruçado sobre um muro
e a dizer, com cara suja e olhos brilhantes:
"Eu sei que sou alguém, porque Deus não fabrica lixo."
Há mais teologia num menino que se sente alguém,
do que nos religiosos que,
pretendendo ser humildes, se proclamam um nada.
A frase: "Sou um nada e um ninguém" parece humilde,
mas nega uma obra prima de Deus.
É que Deus não perde tempo criando o nada ou ninguém.
Ele cria algo e alguém.
Deus faz a matéria prima. O lixo fica por nossa conta.
Valorizemo-nos!
Deus não quer que nos proclamemos um zero à esquerda.
Somos obra Sua!
Mas tomemos cuidado com essa valorização.
Não pode ser super-valorização.
Não é porque não somos lixo que vamos exigir um nicho!
Evitemos os dois extremos:
Sentir-nos um grande nada
e nos sentirmos um tudo elevado ao cubo!
A humildade pode nos ensinar o equilíbrio.

 Pe. Zezinho, scj
www.padrezezinhoscj.com
Comentários para: online@paulinas.com.br

EVANGELHO E REFLEXÃO DO DIA

EVANGELHO (Mt 23,27-32)
Fariseus, hipócritas, sem transparência!
- Ai de vocês, mestres da Lei e fariseus, hipócritas! Pois vocês são como túmulos pintados de branco, que por fora parecem bonitos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de podridão. Por fora vocês parecem boas pessoas, mas por dentro estão cheios de mentiras e pecados.
- Ai de vocês, mestres da Lei e fariseus, hipócritas! Pois vocês fazem túmulos bonitos para os profetas e enfeitam os monumentos das pessoas que viveram de modo correto. E dizem: "Se tivéssemos vivido no tempo dos nossos antepassados, não teríamos feito o que eles fizeram, não teríamos matado os profetas." Assim vocês confirmam que são descendentes daqueles que mataram os profetas. Portanto, vão e terminem o que eles começaram! 
Palavra da Salvação: Glória a vós Senhor!
REFLEXÃO
Verdadeira compreensão do Deus de amor!
Temos aqui os dois últimos "Ai de vós [.]", dos sete que Mateus reúne neste capítulo 23. Nas grandes festas, os sepulcros eram caiados, não só para melhorar suas aparências, mas também para serem destacados em vista de evitar algum contato involuntário de alguém que, assim, se tornaria impuro. A comparação entre os fariseus e os sepulcros caiados tem duplo sentido. A aparência honrada e justa destes fariseus não correspondia ao seu interior, cheio de injustiça e discriminação. E, também, a doutrina que emanava de seus corações era um foco de contaminação que desviava os fiéis da verdadeira compreensão do Deus de amor. Eram hipócritas em aparentar
santidade e falar em nome de Deus impondo uma Lei que discrimina e oprime, deixando de lado o mandamento do amor, que acolhe e promove a vida sem exclusões. hipócritas, também, em renderem homenagens aos profetas
assassinados pelos seus antepassados e promoverem a morte de Jesus, completando a medida de seus pais.
Autor: José Raimundo Oliva
erdadeira compreensão do Deus de amor
Temos aqui os dois últimos "Ai de vós [.]", dos sete que Mateus reúne neste capítulo 23. Nas grandes festas, os sepulcros eram caiados, não só para melhorar suas aparências, mas também para serem destacados em vista de evitar algum contato involuntário de alguém que, assim, se tornaria impuro. A comparação entre os fariseus e os sepulcros caiados tem duplo sentido. A aparência honrada e justa destes fariseus não correspondia ao seu interior, cheio de injustiça e discriminação. E, também, a doutrina que emanava de seus corações era um foco de contaminação que desviava os fiéis da verdadeira compreensão do Deus de amor. Eram hipócritas em aparentar
santidade e falar em nome de Deus impondo uma Lei que discrimina e oprime, deixando de lado o mandamento do amor, que acolhe e promove a vida sem exclusões. hipócritas, também, em renderem homenagens aos profetas
assassinados pelos seus antepassados e promoverem a morte de Jesus, completando a medida de seus pais.
Autor: José Raimundo Oliva

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Viver vale a pena

Você estaria diposto a gerar um filho se lhe fosse revelado que ele morreria de uma doença grave aos 18 anos? Já ouvi alguma vez que há casais que, por temerem o nascimento de filhos com alguma anomalia, negam-se a gerá-los. Acabo de conhecer a história de uma linda jovem que morreu em conseqüência de um câncer que aos poucos foi invadindo todos os seus ossos. Seus pais, Maria Tereza e Ruggero, moradores de uma pequena cidade, - Sasselo -, a sessenta quilômetros de Gênova, Itália, depois de 10 anos de casados, pediram a Nossa Senhora a graça de um filho. Veio uma filha (1971) que recebeu, no batismo, o nome de Chiara Badano. Cresceu banhada pelo carinho e alimentada pela fé de seus pais.
Aos nove anos conheceu o movimento dos Focolares, movimento nascido do coração de outra Chiara, a Lubich, em plena guerra. Começou a participar do gen 3 de Gênova. Um dia disse à sua mãe preocupada por deixá-la sozinha para um desses encontros: “Mamãe, eu não estou sozinha, Jesus está aqui”. A menina foi crescendo em idade e graça. Aos doze anos, depois de ter participado de um Congresso do gen 3, escreveu a Chiara Lubich: “Redescobri Jesus abandonado de um modo especial e o senti em cada próximo que passava a meu lado” e algum tempo depois: “Descobri que Jesus abandonado é a chave da unidade com Deus e quero escolhê-lo como meu primeiro esposo e preparar-me para quando Ele vier”.  Tornou-se uma dolescente feliz, com muitos(as) amigos(as). Jogando tênis - era o final do verão europeu de 1988 -, sentiu uma dor muito forte nas costas.
Mais tarde foi diagnosticado: sarcoma osteogênico com metástase. Veio a cirurgia com as quimioterapias. O médico lhe disse que perderia os cabelos. Foi quando tomou consciência da gravidade da doença. Sua mãe conta: “perguntei-lhe como tinha sido. E ela: ‘agora, não. Não fale agora e jogou-se na cama com os olhos fechados. Ficou assim vinte e cinco minutos...Depois ela voltou e me sorriu: ‘agora pode falar’. Ela conseguiu! Disse novamente seu sim”. E não voltou mais atrás. Os dois anos que se seguiram foram de dores e de graça. Passo ao leitor palavras de jovem Chiara durante a enfermidade. Escreveu a Chiara Lubich: “Jesus me mandou esta doença no momento certo. Mandou para que eu o encontrasse”. Seu último Natal foi no hospital. Visitando-a, o bispo de Turim lhe perguntou: como você consegue essa luz maravilhosa nos olhos e ela: “procuro amar Jesus”.  Escreveu assim aos companheiros do gen 3 de Gênova: “Sinto muito forte a unidade de vocês, o dom de vocês, as orações de vocês que me possibilitam renovar o meu ‘sim ‘, a cada momento”.
Certa feita, devendo passar por uma pequena cirurgia, com anestesia local,sentiu muito medo.E conta: “uma senhora, linda, linda, com um sorriso luminosíssimo, aproximou-se, segurou minha mão e me encorajou”. Pensou ser uma senhora do movimento. Mas, aquela senhora. como viera, desaparecera. “No entanto, uma alegria intensa me invadiu”. A doença avançava implacavelmente. E ela: “Se eu tivesse de escolher entre caminhar - ela estava paralisada no leito -  ou ir para o paraíso, escolheria sem hesitar ir para o paraíso. A essa altura é o que me interessa...Mas tomo cuidado em dizer isso, porque talvez pensem que eu queira ir embora para não sofrer mais. Não é bem assim. Quero ir ter com Jesus”.
Os últimos meses, ela os passou em seu quarto em Sasselo, de onde falava por telefone com os amigos do gen 3. Um dia sofreu forte hemorragia e esteve às portas da morte. Foi quando disse: “Não derramem lágrimas por mim. Eu vou para Jesus, começar uma outra vida. No meu funeral não quero gente chorando, mas gente cantando bem alto. Ontem, eu estive lá, na soleira da porta, mas a porta ainda não se abriu”. Ela pediu a Chiara Lubich que lhe desse um nome novo e Chiara   lhe escreveu: “Chiara Luce é o nome que pensei para você. É a luz do ideal (da unidade) que vence o mundo”.
Consciente de que caminhava para o paraíso, afirmou: “não vejo a hora de chegar ao paraíso...”, e conversou com a mãe como deveria ser seu funeral: queria ser sepultada com vestes de núpcias, pois aprendera que Jesus era o esposo que vinha a seu encontro. São suas essas palavras: “mamãe, quando estiver me preparando no meu leito de morte, repita sempre: ‘agora, Chiara Luce está vendo Jesus’”. As córneas de seus olhos -  era o que restava de saudável em seu pobre corpo -, ela as doou antes de morrer. No final quis ficar a sós com o seus e se despediu - 07.10.1990 - assim de sua mãe : “Tchau, seja feliz porque eu sou feliz”.
Meu pensamento final: quem não crê em Deus e na vida eterna tem razão de não querer filhos. Por que tê-los, se morrerão um dia? Esta vida é boa porque é caminho para uma plenitude sem fim. Chiara Luce será proclamada bem-aventurada no dia 26 de setembro deste ano. Seus pais estarão presentes na solenidade.

Dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues

CNBB envia carta aos bispos sobre o Plebiscito pelo Limite da Propriedade da Terra

A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou uma carta a todos os bispos do país, esclarecendo a posição da entidade em relação ao Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra no Brasil. O Plebiscito está marcado para o dia 7 de setembro, quando ocorre também o Grito dos Excluídos.
Na carta, a Presidência afirma que a iniciativa do Plebiscito não é da CNBB, mas do Fórum Nacional pela Reforma Agrária (FNRA). “A proposta do Plebiscito tem origem no Fórum Nacional pela Reforma Agrária e foi assumida como gesto concreto das Igrejas que realizaram a Campanha da Fraternidade Ecumênica 2010 (Texto Base, n. 120). Não é, portanto, de iniciativa da CNBB, nem se realiza sob sua responsabilidade”, diz a carta.  “Não é, portanto, de iniciativa da CNBB, nem se realiza sob sua responsabilidade”, frisa a carta.
A Presidência da CNBB lembra que as pastorais sociais estão dando apoio à realização do Plebiscito, explicitado pela Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz e que caba a cada bispo dar as orientações sobre o Plebiscito em suas respectivas dioceses. “Entendemos que esse gesto está em sintonia com as orientações da CNBB sobre as questões da terra. Nas Igrejas Particulares, os Senhores Bispos darão as orientações que julgarem convenientes”.
Na carta, a CNBB recorda que a Igreja defende todas as “questões de justiça social que visam melhorar as condições de vida dos cidadãos brasileiros [...]”. A questão fundiária é uma dessas bandeiras. “Um dos problemas que interpelam a ação evangelizadora da Igreja no Brasil é a questão fundiária”.
Leia a íntegra da carta em: http://www.cnbb.org.br/site/imprensa/notas-e-declaracoes/4463-cnbb-envia-carta-aos-bispos-sobre-o-plebiscito-pelo-limite-da-propriedade-da-terra.

MENSAGEM DO DIA

Não sei amar direito
Pe. Zezinho, scj

Perdoa-me Senhor! Não sei amar direito. Acho que nunca saberei. Amo um pouco pessoas que eu não conheço; amo muito algumas pessoas que conheço; amo mais ou menos a maioria dos que conheço e chego a não amar algumas pessoas que me fizeram e ainda querem o meu mal, apesar de todo o bem que eu lhes fiz.
Ainda não sei perdoar totalmente, amar sem retribuição, amar por amar. Ainda espero gratidão, retribuição e recompensa. Por isso, meu Senhor, estou pedindo a graça de amar sem reservas. Por mim mesmo não sou capaz desse amor.
Mas tua graça pode me tornar tão santificado que eu possa até retribuir com amor àqueles que não me amam. Sei que ainda não sei amar. Mas Tu que és amor, ensina-me essa parte da vida; eu ainda não a assimilei.
Foi para isso que eu vim ao mundo, mas ainda não consegui realizar este desígnio. Amo pouco e seletivamente, calculadamente. Ensina-me o verdadeiro jeito, o teu jeito!
www.padrezezinhoscj.com
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EVANGELHO E REFLEXÃO DO DIA

EVANGELHO (Mt 13,44-46)
Reino do Céu é como uma pérola!
- O Reino do Céu é como um tesouro escondido num campo, que certo homem acha e esconde de novo. Fica tão feliz, que vende tudo o que tem, e depois volta, e compra o campo.
- O Reino do Céu é também como um comerciante que anda procurando pérolas finas. Quando encontra uma pérola que é mesmo de grande valor, ele vai, vende tudo o que tem e compra a pérola.
Palavra da Salvação: Glória a vós Senhor!
REFLEXÃO
Serviço dos empobrecidos e excluídos
Estas duas curtas parábolas são exclusivas de Mateus. Elas falam da descoberta de um bem precioso por alguém, enquanto para outros este bem passara despercebido. Tal bem precioso é o Reino dos Céus, revelado por Jesus. Algumas pessoas se tocam por suas palavras, enquanto outras ou ficam indiferentes ou ficam, até, hostis. Podemos descobrir o "tesouro" do Reino na própria realidade do mundo de hoje. É a misericórdia para com os excluídos e marginalizados. É a solidariedade para com os empobrecidos por esta sociedade competitiva, individualista e exploradora. É o serviço e a partilha com os mais necessitados. É o empenho na implantação da justiça que permita a todos o usufruto dos bens deste mundo. É a alegria do convívio fraterno e da comunicação do amor. Abandonando os projetos de sucesso segundo os critérios do mundo dos negócios e do lucro, somos chamados a nos comprometer
alegremente, com o projeto do Reino que nos foi colocado a descoberto por Jesus. É o projeto da nova criação onde vigora a dignidade humana e a vida plena. Rosa de Lima (cujo nome de batismo era Isabel de Oliva), padroeira da América Latina, foi canonizada como exemplo de renúncia aos bens terrenos para consagrar-se ao serviço dos empobrecidos e excluídos.
Autor: José Raimundo Oliva

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

ECUMENISMO

DEBATER OU COMBATER?
Cristóvão Buarque, senador da República, disse em programa levado ao ar dia 19 de julho de 2010 que quem tem uma causa não tem o direito de ficar em casa. Falava de coisas positivas da política. Mas o que ele disse serve para crentes e não-crentes militantes. Que se manifestem, mas com serenidade! E a questão é bem esta! Debate ou combate?
Os crentes das ultimas décadas escreveram milhares de livros sobre Deus e sobre Jesus, muitos deles, infelizmente, desrespeitosos com relação aos não-crentes ou aos declaradamente ateus. Agora, os ateus respondem com dureza, ironia e de maneira envolvente, questionando os crentes e o Deus por eles anunciado. Entre eles estão Saramago, Christopher Hitchens, Richard Dawkins, Dan Brown e Daniel Dennet. Há centenas de outros.  Como não acreditam em Deus, não é contra ele que lutam. Não lutariam contra o que consideram inexistente! Combatem, sim, a idéia de Deus e quem a divulga! De quebra, combatem os que anunciam que Jesus era o Deus eterno aqui presente.
Do lado dos crentes, são incontáveis os autores das mais diversas correntes de fé a provar que Deus existe e é do jeito que eles anunciam! Mas um grande número deles ainda não consegue ir até o meio da ponte para contemplar, juntos, as mesmas águas... 
Há os ateus e os crentes serenos. E há os de cimitarra, de espada, de porrete e de punho fechado. Atingem a religião pelos flancos e acertam nos pontos fracos de todas as igrejas, como nós também acertamos nos pontos fracos do ateísmo que, no poder, silenciou, massacrou, prendeu e matou.
E daí? Aonde vão dar estes livros e estas conferências pró-Deus e contra-Deus, pró-religião e contra-religião? Foi John Lennon que na sua canção mensagem “Imagine” sacudiu meio mundo ao dizer que poderíamos chamá-lo de sonhador, mas ele sugeria que imaginássemos, com ele, um mundo sem religião, sem céu acima e ou inferno abaixo de nós, sem fome, todo mundo se entendendo numa fraternidade humana. Aí, sim, a vida seria vida de verdade e o mundo seria um só!...
Deu o seu recado que os crentes cantaram sem pensar no que diziam. Cantavam contra si mesmos!... 
O mundo está repleto de pessoas que nunca precisaram, ou que cada vez precisam menos de religião e de Deus. Está, também, repleto de crentes que aceitam, precisam de Deus e o procuram. Conseguirão debater sem combater? Enquanto houver respeito, tudo bem! Triste será quando os agressivos de ambos os lados se encontrarem de punhos cerrados. Já aconteceu e sabemos no que deu! 
    

EVANGELHO E REFLEXÃO DO DIA

EVANGELHO (Mt 22,34-40)
Dois mandamentos igualmente importantes: amor a Deus e ao próximo 
Os fariseus se reuniram quando souberam que Jesus tinha feito os saduceus calarem a boca. E um deles, que era mestre da Lei, querendo conseguir alguma prova contra Jesus, perguntou:
- Mestre, qual é o mais importante de todos os mandamentos da Lei?
Jesus respondeu:
- "Ame o Senhor, seu Deus, com todo o coração, com toda a alma e com toda a mente." Este é o maior mandamento e o mais importante. E o segundo mais importante é parecido com o primeiro: "Ame os outros como você ama a você mesmo." Toda a Lei de Moisés e os ensinamentos dos Profetas se baseiam nesses dois mandamentos
Palavra da Sanlvação: Glória a vós Senhor!
 REFLEXÃO
O amor e a lei
Jesus, em uma disputa anterior, com sua revelação sobre a ressurreição, silenciara os saduceus, que nela não acreditavam. Os fariseus, por sua vez, acreditavam na ressurreição, divergindo destes saduceus. Um doutor da Lei, fariseu, vem a Jesus, com espírito de intriga, questioná-lo sobre o maior mandamento da Lei. Esta era uma questão
discutida entre os rabinos, face aos 613 mandamentos que constavam na Lei. Predominava a opinião de que a observância do sábado seria o principal. O doutor da Lei, simulando deferência, dirige-se a Jesus chamando-o de Mestre, título que a si próprio era dado pelos seus alunos. Jesus não entra pelo debate casuístico no emaranhado da Lei. Extraindo dois mandamentos separados, um do Livro do Deuteronômio e outro do Livro do Levítico, Jesus remete a resposta à realidade concreta do compromisso de amor com Deus e com o próximo, igualando o amor ao próximo ao amor a Deus. Completando esta síntese fundamental, Jesus já apresentara outra, no Sermão da Montanha: "Tudo quanto desejais que os outros vos façam, fazei-o, vós também, a eles. Isto é a Lei e os Profetas" (Mt 7,12). A simplicidade do amor supera a complexidade da Lei.
Autor: José Raimundo Oliva

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

PARÓQUIA ABRE SEMANA DA FAMÍLIA HOJE

TEMA: Família, formadora de valores humanos e cristãos.
DATA: 20 a 22/08/2010
Organização: Pastoral Familiar e ECC.

"A Família não nasce pronta; constrói-se aos poucos, e é o melhor laboratório do amor. Em casa, entre pais e filhos, pode-se aprender a amar, pode-se experimentar com profundidade a grande aventura de amar sem medo".
PROGRAMAÇÃO DA ABERTURA
Dia 20/08/2010 (Sexta-feira)
18:30 hs - Carreata, saindo do Santuário da Mãe Rainha até a Igreja Matriz com a Benção dos veículos automotores (carros e motos);
19:30 hs - Missa de Abertura
Celebrante: Pe. Tarcísio Pereira de Paiva-SCJ (Campo Grande/RN).

ELEIÇÕES 2010

As eleições estão marcadas para o dia 3 de outubro de 2010. Neste dia, o povo brasileiro retornará às urnas para eleger, na seguinte ordem, os ocupantes dos cargos de deputado estadual ou distrital, deputado federal, senador (primeira vaga), senador (segunda vaga), governador e presidente da República.
Eleitor, não se esqueça, o seu voto pode mudar o futuro do país. Por isso, não vote por votar. Procure saber quem são seus candidatos, busque informações sobre cada um deles, compare se o que eles dizem realmente se reflete no que fazem. E mais: não venda seu voto. A tentativa de compra de voto por alguns candidatos pode ocorrer, às vezes, de forma muito sutil, com o oferecimento de um presente, a prestação de um serviço ou mesmo de um favor. Fique atento!
Mais informações no site
www.fichalimpa.org.br

REFLEXÃO DO DIA

A graça de perseverar
Pe. Zezinho, scj
Volúvel é o ser humano. Não se fixa em muitas coisas. Muitas vezes se fixa é no pecado, no qual não deveria perseverar enquanto abandona e trai a virtude, esta sim, motivo para perseverar. Não poucas vezes, o casal começa com juras de amor e de carinho eterno. Vem a dificuldade e um deles desiste. Pai ou mãe chora de emoção com o nascimento do filho no hospital. Vem a dificuldade e, ele ou ela, acaba fugindo de casa, sem o filho por quem chorou no dia do nascimento.
O religioso se compromete, faz os votos. Vem a dificuldade e ele opta por outro caminho. Não agüentava mais aquele sacrifício. Descobriu que não estava pronto para tamanho peso. Assim, os que trocam de empresa, de profissão, de amor, de família! Todos eles seguiram outro caminho, ou porque o achavam melhor ou porque o outro estava difícil demais.
Ninguém pode condenar alguém porque mudou. Sem conhecer todos os porquês, não há como emitir um julgamento. Na verdade, jamais conheceremos todos os porquês de uma pessoa.
Fato é fato. A nossa é uma sociedade em que pouco se favorece o dom da perseverança. Pelo contrário, muitíssimas mensagens sugerem que se busque o novo. Embutido na proposta, o conselho de que quando as coisas ficam difíceis não faz sentido continuar ... É graça que se deve pedir.
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EVANGELHO E REFLEXÃO DO DIA


EVANGELHO (Mt 22,1-14)
O REINO DOS CÉUS É COMO UMA FESTA
De novo Jesus usou parábolas para falar ao povo. Ele disse:
- O Reino do Céu é como um rei que preparou uma festa de casamento para seu filho. Depois mandou os empregados chamarem os convidados, mas eles não quiseram vir. Então mandou outros empregados com o seguinte recado: "Digam aos convidados que tudo está preparado para a festa. Já matei os bezerros e os bois gordos, e tudo está pronto. Que venham à festa!"
- Mas os convidados não se importaram com o convite e foram tratar dos seus negócios: um foi para a sua fazenda, e outro, para o seu armazém. Outros agarraram os empregados, bateram neles e os mataram. O rei ficou com tanta raiva, que mandou matar aqueles assassinos e queimar a cidade deles. Depois chamou os seus empregados e disse: "A minha festa de casamento está pronta, mas os convidados não a mereciam. Agora vão pelas ruas e convidem todas as pessoas que vocês encontrarem."
- Então os empregados saíram pelas ruas e reuniram todos os que puderam encontrar, tanto bons como maus. E o salão de festas ficou cheio de gente. Quando o rei entrou para ver os convidados, notou um homem que não estava usando roupas de festa e perguntou: "Amigo, como é que você entrou aqui sem roupas de festa?"
- Mas o homem não respondeu nada. Então o rei disse aos empregados: "Amarrem os pés e as mãos deste homem e o joguem fora, na escuridão. Ali ele vai chorar e ranger os dentes de desespero."
E Jesus terminou, dizendo:
- Pois muitos são convidados, mas poucos são escolhidos.
Palavra da Salvação: Glória a vós Senhor!
REFLEXÃO
A parábola é dirigida aos chefes dos judeus
Esta parábola é encontrada também no Evangelho de Lucas, em um estilo mais suave. Mateus a narra em um estilo literário entremeado de violência e crueldade, como acontece com algumas outras parábolas suas. A cidade incendiada pelas tropas do rei parece ser uma alusão a Jerusalém, incendiada pelos romanos no ano 70, que Mateus interpreta como castigo pela morte de Jesus. A parábola é dirigida aos chefes dos judeus, que se julgavam o povo eleito, e que, rejeitando Jesus, perderam seu espaço para os gentios que creram em e aderiram a Jesus. A parte final, excludente e rude, sobre o homem sem o traje de festa, parece ser uma orientação do próprio evangelista para
a exclusão daqueles que nas comunidades são infiéis.
Autor: José Raimundo Oliva.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

CELEBRAÇÃO DA ALIANÇA DE AMOR NO SANTUÁRIO DE MÃE RAINHA

Hoje dia 18 - Celebração da Aliança de Amor
 às 19:30hs
Santuário da Mãe Rainha

RÁDIO RURAL TRANSMITE DEBATE ENTRE OS CANDIDATOS A PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

A Rádio Rural de Mossoró, em cadeia com a Rádio Aparecida, vai transmitir o debate entre os candidatos a presidência da república, que vai acontecer no dia 23 de agosto, das 10 à meia-noite.

Estarão presentes no debate os candidatos: Dilma Roussef, do PT; José Serra, do PSDB; Marina Silva, do PV e Plínio de Arruda Sampaio, do PSOL.
 O debate é promovido pela Canção Nova e Rede Aparecida. Assuntos como aborto, uso de células tronco embrionárias e exposição de símbolos religiosos em locais públicos farão parte da pauta que compreende ainda questões ligadas à saúde, educação, emprego, segurança pública, previdência, liberdade de imprensa, reforma agrária, entre outros. Acompanhe também pelo site www.ruraldemossoro.com.br.

Três Formas Morais de Ser Político – Visão Limpa

O voto consciente e político dos cidadãos numa eleição considerada importante para o destino de um país tão continental como é o Brasil exige uma mudança substancial na forma ampla de visualizar cada candidato aos poderes executivos e legislativos.
A experiência nacional de mais de um século (1889 – 2010, isto é, 121 anos de República Federativa) permite dizer que a pura demagogia e a mera exposição de planos de governo e de atuação legislativa poderiam dispensar aos eleitores de uma avaliação puramente programática de quem são os melhores servidores do povo brasileiro.
Os antigos filósofos gregos, e também os grandes filósofos cristãos e muçulmanos, sempre ensinaram que o povo no seu conjunto – o bem comum da pólis, cidade, país – é melhor servido por pessoas dotadas de uma clara visão ética e de coragem.
Só assim as ações políticas, os programas de governo, as atuações no Congresso Nacional e nas Assembléias Legislativas Estaduais, serão purificadas e colocadas realmente sobre bases sólidas.
A retidão moral dos diversos candidatos na eleição de 2010 e o respeito imparcial às aspirações legítimas dos brasileiros representados politicamente pelos que forem eleitos são fundamentais para o bem social do nosso país, pois só assim criam-se relações de confiança mútua nas quais o Brasil no todo e cada estado da federação nacional, adquirirá força social e política.
Um voto consciente no momento cívico importantíssimo da eleição tem como critério indispensável a visão tridimensional ética de cada possível eleito.
A primeira visão ética será sempre pessoal, já que nessa relação pessoal existente entre votante e votado deve existir honestidade, integridade e respeito mútuos. Nem se vende votos nem se manipula enganosamente a inteligência dos eleitores com palavras vazias ou ambíguas, com promessas que já sabem de antemão que ficarão no ar ou só no papel, tampouco não se utiliza de cargos públicos com intenções de obter impunidade.
Só quando se vê o caráter pessoal de quem governará e legislará no futuro do Brasil é que se poderá ver se ele reúne as condições morais básicas para dirigir o país e propor leis a favor da justiça social, da paz e da unidade da nação brasileira.
O caráter moral não deveria ser visto como uma roupagem exterior adequada para o período eleitoral, mas depois do pleito nacional sabe-se que acabará armazenado no fundo do baú das empresas de marketing por mais quatro anos.
Ter caráter é ter integridade pessoal e familiar, é ter como compromisso político servir ao povo e nunca servir-se do povo, é ter honestidade profunda na gestão dos bens públicos, é ser promotor e defensor da vida humana, especialmente nos seus momentos mais frágeis e deficientes, é ter respeito pelo berço da civilização, que é a família constituída pelo homem e pela mulher e fundada sobre o casamento sólido e permanente.
A segunda visão ética com a qual se verá aos políticos incide na ideologia que os inspira no seu trabalho de serviço ao País. As experiências trágicas dos 121 anos de República – governos corruptos, ditaduras, leis e medidas provisórias e decretos e programas nacionais de Direitos Humanos, etc. – só deixaram um rastro de sangue e de violência moral contra a verdade e a dignidade do cidadão brasileiro.
As ideologias assumidas por alguns partidos muitas vezes obrigam seus membros de um modo tão impositivo e coercitivo que até impedem o exercício da liberdade das consciências, tendo que agir no Congresso a favor de projetos de lei que violam direitos fundamentais dos cidadãos e cláusulas pétreas da Constituição Brasileira, e o pior de tudo é que essas ideologias partidárias estão comprometidas com organismos não governamentais e instituições financeiras internacionais que vem reinterpretando a Declaração Universal dos Direitos Humanos a fim de satisfazer interesses particulares de grupos minoritários.
Um leitor consciente de seu papel participativo nos destinos do Brasil não pode fechar os seus olhos a essa forma moral de ser político que assume posições contrárias à verdade e aos valores humanos com os quais se constroem um país tão continental como o nosso.
Finalmente a terceira visão ética da forma de ser dos candidatos à Presidência do Brasil, aos Governos Estaduais e às Câmaras Legislativas Federais e Estaduais permite ver com nitidez que a promoção da moralidade pública da nação brasileira, tão degradada e tão vulgarizada há algumas décadas, reclama leis positivas fundamentais nos princípios éticos inscritos naturalmente na humanidade de cada cidadão. Indivíduos, comunidades e Estado sem a guia dessas verdades morais objetivas tornar-se-iam, individualmente e coletivamente, egoístas e sem escrúpulos e o mundo converter-se-ia num lugar perigoso para se viver, pois lhe faltaria entendimento, verdade, bondade, solidariedade e justiça. O futuro seguro do Brasil pede políticas educacionais, econômicas, sociais e de saúde pública, que trabalhem para a construção de homens e crianças, não só capacitados nas ciências e nas tecnologias avançadas mas, sobretudo, pessoas cultas na sua humanidade e na responsabilidade ética.
O Projeto Ficha Limpa traz consigo esse adjetivo revelador da pureza ética do caráter humano, das ideologias e das leis brasileiras, e foi uma grande conquista cívica do nosso povo, mas necessita também da elaboração de outro projeto, muito mais importante e sem ter que fazer uma campanha de assinaturas pelo país a fora. Precisa ser complementado pelo “Projeto Visão Limpa” dos eleitores brasileiros no próximo 3 de outubro, a fim de que enxerguem bem o nome e o número dos candidatos escritos na urna eletrônica.

Dom Antonio Augusto Dias Duarte

REFLEXÃO DO DIA

Cuidado com as palavras
Pe. Zezinho, scj

A jovem cantou ao microfone : "Jesus é tudo pra mim" A seguir cantou "Quero amar somente a Ti". O sacerdote disse, no sermão da mesma missa, que São Tomé exclamou diante de Jesus "Meu Deus e meu tudo".
O advogado católico, atento à celebração, porque também fizera um curso de catequese e lia teologia, foi à sacristia e fez o padre ver que houve três desvios doutrinários numa só celebração. O padre não o levou a sério. Não sabendo quem era o fiel, brincou com ele, dizendo que o advogado cuidasse das leis que ele cuidaria da teologia. Não disse nada à cantora e não se corrigiu.
Incomodado com a resposta, o advogado foi ao bispo. O bispo tomou providências. Chamou o padre e exigiu que se retratasse perante o leigo. Este fizera a coisa certa. De fato, Tomé não dissera "meu Deus e meu tudo" e não se podia mudar o texto bíblico a bel prazer. Quanto às canções, elas teriam que ser mudadas, ou não se cantasse mais nenhuma das duas, porque estavam propondo doutrina que não cabe no catecismo. Ao cantar que Jesus é "tudo" incluiu coisas que Jesus não é. Jesus não é pecado, nem é violência, nem é mentira. Metáforas têm limite. Jesus não é tudo o que se conhece.
Ao cantar que queria amar somente a Deus, ignorou o cerne da fé cristã, que consiste em amarmos a Deus em primeiro e ao próximo como a nós mesmos. O próprio bispo sugeriu que se mudasse a letra para "dá-me amor imenso a Ti".
O pregador pediu desculpas, corrigiu-se numa outra pregação, propôs mudanças na canção e, desde aquele dia, entendeu que não era o dono nem da missa, nem da pregação nem da teologia. O advogado tinha, sim, o direito de reagir quando alguém ensinasse ou cantasse coisas dúbias durante a missa. Há dezenas de canções ensinando erros nas nossas celebrações. Precisam ser corrigidas. Não se pode deixar como está para ver como é que fica! Não somos donos da canção nem da liturgia. Afirmação teológica, quando se erra, corrige-se com humildade.
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EVANGELHO E REFLEXÃO DO DIA

EVANGELHO (Mt 20,1-16a)
JESUS DE DEUS É AMOR PARA TODOS
Jesus disse:
- O Reino do Céu é como o dono de uma plantação de uvas que saiu de manhã bem cedo para contratar trabalhadores para a sua plantação. Ele combinou com eles o salário de costume, isto é, uma moeda de prata por dia, e mandou que fossem trabalhar na sua plantação. Às nove horas, saiu outra vez, foi até a praça do mercado e viu ali alguns homens que não estavam fazendo nada. Então disse: "Vão vocês também trabalhar na minha plantação de uvas, e eu pagarei o que for justo."
- E eles foram. Ao meio-dia e às três horas da tarde o dono da plantação fez a mesma coisa com outros trabalhadores. Eram quase cinco horas da tarde quando ele voltou à praça. Viu outros homens que ainda estavam ali e perguntou: "Por que vocês estão o dia todo aqui sem fazer nada?"
- "É porque ninguém nos contratou!" - responderam eles.
- Então ele disse: "Vão vocês também trabalhar na minha plantação."
- No fim do dia, ele disse ao administrador: "Chame os trabalhadores e faça o pagamento, começando com os que foram contratados por último e terminando pelos primeiros."
- Os homens que começaram a trabalhar às cinco horas da tarde receberam uma moeda de prata cada um. Então os primeiros que tinham sido contratados pensaram que iam receber mais; porém eles também receberam uma moeda de prata cada um. Pegaram o dinheiro e começaram a resmungar contra o patrão, dizendo: "Estes homens que foram contratados por último trabalharam somente uma hora, mas nós agüentamos o dia todo debaixo deste sol quente. No entanto, o pagamento deles foi igual ao nosso!" - Aí o dono disse a um deles: "Escute, amigo! Eu não fui injusto com você. Você não concordou em trabalhar o dia todo por uma moeda de prata? Pegue o seu pagamento e vá embora. Pois eu quero dar a este homem, que foi contratado por último, o mesmo que dei a você. Por acaso não tenho o direito de fazer o que quero com o meu próprio dinheiro? Ou você está com inveja somente porque fui bom para ele?"
E Jesus terminou, dizendo:
- Assim, aqueles que são os primeiros serão os últimos(...).


REFLEXÃO
Autenticidade da fé dos discípulos
Mateus, com esta parábola que lhe é exclusiva, procura instruir suas comunidades de cristãos originários do Judaísmo no sentido de reconhecerem a autenticidade da fé dos discípulos gentios que aderiram a Jesus. Se o Judaísmo reivindica uma antiguidade em sua eleição, em nome de sua tradição, devem abrir mão desta pretensão e reconhecer que a adesão a Jesus e a comunhão de vida eterna com o Pai é fruto do amor e da misericórdia, a serem vividos na atualidade, em todos os povos e em todos os tempos. A contundente afirmação final subverte a tradição: os últimos serão os primeiros.
Autor: José Raimundo Oliva.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Partidos e candidatos: Qual é sua posição?

A campanha eleitoral vai ganhando corpo e os eleitores são confrontados com os muitos pretendentes ao seu voto. Por enquanto, os “presidenciáveis” são colocados em maior evidência e quase não nos damos conta de que também estão em jogo os cargos de governador, senador, deputado federal e estadual.
Nas questões gerais, todos os gatos parecem pardos. Os candidatos mostram seus planos para a economia, a saúde, a educação, a segurança, o transporte, o meio ambiente... De todos é esperado que tenham ficha limpa, sejam honestos e transparentes no exercício do poder, promovam o bem comum e não apenas o de alguns setores da sociedade. Cabe ao eleitor ouvir, discernir e escolher os cidadãos probos, capazes de governar e legislar com sabedoria e prudência.
Mas deveriam merecer atenção especial os projetos de partido e o rumo que se pretende imprimir ao país. Votamos em candidatos, mas quem dita as regras é o partido. Qual é a ideologia do partido e sua proposta para o exercício do poder? As diferenças entre os partidos e os candidatos aparecem especialmente nas políticas públicas que desejam desenvolver.
Os eleitores querem saber, e têm esse direito, sobre quais serão as políticas sociais para a superação das gritantes desigualdades e o alcance da equidade e da justiça social, como convém a um país que se pretende grande na economia e importante no cenário internacional. Como se posicionam candidatos e partidos sobre os direitos humanos fundamentais? Parece questão pacífica, mas não é, pois nem tudo é claro nos programas de direitos humanos. A questão não pode ser deixada apenas à ação de grupos de pressão, nem ao cálculo de conveniências nas relações internacionais. Por falar nisso, qual será a posição do futuro governo nas questões de política externa? E quem serão os amigos preferenciais do Brasil?
Poucos duvidam da importância da família para a pessoa, a sociedade e a nação. No entanto, a família não é tema de debates políticos. Estudos sociológicos têm demonstrado que a ausência da família, ou a impossibilidade de cumprir a missão que lhe é própria, está na origem de graves males; quando um governo descuida e desprotege a família, deixa uma herança pesada de problemas à sociedade e chama a si muitas responsabilidades que poderiam ser bem melhor assumidas pela família, que tem um papel social insubstituível; por isso ela merece toda a atenção dos governantes e legisladores. Não seria hora de ter no Governo brasileiro um Ministério voltado para as questões da família?
A família precisa de políticas públicas para o acesso à moradia digna, alimentação e educação de qualidade. O trato privilegiado da saúde materna e infantil seria um investimento de elevado retorno social; a adoção poderia ser mais incentivada; a educação sexual não deveria ser desvinculada da formação para atitudes eticamente e socialmente responsáveis, nem dos valores do casamento e da família bem constituída, condições para acolher bem os novos brasileirinhos. Será que é bom para o futuro do país que um percentual elevado de crianças nasça fora de uma família constituída? Que a sustentação e educação do filho fique a cargo de um dos genitores apenas? Os programas de repressão da natalidade levaram o Brasil a uma queda brusca do número de filhos por casal e isso foi celebrado como um avanço importante. Seremos, em breve, uma população de idosos, como já acontece em outros países, e os governos precisarão fazer políticas de incentivo à natalidade...
Questão espinhosa para os candidatos é o pleno respeito à dignidade da pessoa e à sua vida em todos os momentos do existir. Questões como o aborto, a eutanásia, a manipulação de seres humanos nas pesquisas científicas acabam sendo evitadas, ou tratadas de maneira evasiva: “Vamos tratar disso como questão de saúde pública...” “Vamos submeter a um plebiscito...” O direito à vida não pode ser submetido ao arbítrio da maioria. O aborto deveria, sim, ser tratado como questão de saúde pública, mas para melhor proteger a vida dos nascituros contra toda agressão, amparar as gestantes, dando-lhes condições de levar a gravidez até o fim e de dar à luz com dignidade a seus bebês. Gravidez e maternidade não são enfermidades! Mas se, por saúde pública, é sinalizada a facilitação ou a legalização do aborto, não estamos mais diante de uma política de saúde. Inútil abrandar as coisas com conceitos como “despenalização do aborto” ou “antecipação do parto”. A crua realidade não muda e o aborto voluntário é sempre a supressão direta da vida de um ser humano.
Política pública de saúde seria também a aplicação da lei em vigor, fechando as clínicas clandestinas de abortos e penalizando os responsáveis! Seria ainda a oferta de apoio efetivo às gestantes em dificuldades, bem o chamado à responsabilidade do pai biológico e o cumprimento da lei em vigor, no que se refere à proteção e defesa da mãe e do filho ainda por nascer. Com freqüência ouvem-se cálculos, de fato nunca comprovados, de que no Brasil os abortos clandestinos seriam mais de um milhão por ano. Um milhão de seres humanos eliminados antes de nascer! E, com eles, muitas mulheres morrem ou levam problemas para o resto da vida! Isso deveria merecer alguma atenção política!
Os candidatos aos cargos de deputado federal e senador, se eleitos, terão a responsabilidade de fazer leis sobre essas questões. Suas posições e as de seus partidos, sobre o assunto, são conhecidas? Os eleitores têm o direito de saber, para votar conscientemente.

Cardeal Odilo Pedro Scherer

SANTO DO DIA

São Jacinto
Batizado com o nome de Jacko, ele nasceu em 1183, na antiga Kramien, hoje Cracóvia, na Polônia. Alguns biógrafos dizem que pertencia à piedosa família Odrovaz, da pequena nobreza local. Desde cedo, aprendeu a bondade e a caridade, despertando, assim, sua vocação religiosa. Antes de ingressar na Ordem dos Predicadores de São Domingos, ele era cônego na sua cidade natal.
Foi em Roma que conheceu Domingos de Gusmão, fundador de uma nova Ordem, a dos padres predicadores. Pediu seu ingresso e foi aceito na nova congregação. Depois de um breve noviciado, concluído em Bolonha, provavelmente em 1221, vestiu o hábito dominicano e tomou o nome de frei Jacinto. Na ocasião, foi o próprio são Domingos que o enviou de volta à sua pátria com um companheiro, frei Henrique da Morávia.
Assim iniciou sua missão de grande pregador. O trabalho que ele teria de desenvolver na Polônia fora claramente fixado pelo fundador. Jacinto fundou, em Cracóvia, um mosteiro da Ordem de São Domingos. Depois de pregar por toda a diocese, mandou alguns dominicanos missionários para a Prússia, Suécia e Dinamarca, pois esses países pagãos careciam de evangelização.
O grande afluxo de religiosos à nova Ordem permitiu, em 1225, por ocasião do capítulo provincial, que se decidisse a fundação de cinco novos mosteiros na Polônia e na Boêmia.
Passados três anos, após ter participado do capítulo geral da Ordem em Paris, foi para Kiev, na Rússia, onde desenvolveu mais uma eficiente missão evangelizadora, levando a Ordem dos dominicanos para aquela região.
Jacinto foi um incansável pregador da Palavra de Cristo e um dos mais pródigos colaboradores do estabelecimento da nova Ordem naquelas regiões tão distantes de Roma. Foram quarenta anos de intensa vida missionária.
No ano dia 15 de agosto 1257, morreu no Mosteiro de Cracóvia, Polônia, consumido pelas fadigas, aos setenta e dois anos de idade. Considerado pelos biógrafos uma das glórias da Ordem Dominicana, foi canonizado em 1524 pelo papa Clemente VII.
A festa de são Jacinto, o "apóstolo da Polônia", era tradicionalmente celebrada um dia depois da sua morte, mas, em razão da veneração da Assunção de Maria, foi transferida para o dia 17 de agosto.

MENSAGEM DO DIA

Deus tem um projeto
Pe Zezinho, scj

Nunca vi os engenheiros que fizeram a Torre Eiffel e a Represa de Itaipu, mas sei que quem fez aquilo tinha um projeto.
Não foram fazendo sem saber aonde queriam chegar. Não entendo aqueles projetos, mas vejo o seu resultado.
Então, concluo que eles eram homens e mulheres muito inteligentes.
Nunca vi Deus, mas pelo que vejo e sei do Universo e da vida, sei que Ele tinha e tem um projeto.
Eu não entendo como e porque, mas pelo que vejo a cada nova descoberta, sei que se trata de um ser extremamente inteligente.
Isso aqui não está acontecendo por acaso.
O projeto de Deus é resultado de um ser inteligente. Todas as pessoas inteligentes fazem projetos. E o fazem por serem inteligentes. Não ter projeto pode ser falta de inteligência. É como querer erguer uma ponte na correnteza sem antes pensar na força do rio e em como contorná-la. O castor, ao construir seus diques, não tem um projeto. Ele o faz por instinto. O João de Barro não tem um projeto: ele o faz por instinto. Por isso, todos os João de Barro de todos os lugares do mundo fazem a mesma casa e quase que do mesmo jeito. Mas o ser humano modifica os seus projetos, faz projetos diferentes e tem visões diferentes, porque é inteligente!
Deus também. Por ser um Ser totalmente, infinitamente inteligente, tem um projeto gigantesco, infinito, que é o seu projeto de amor, mas aplica esse projeto de maneira especial para cada ser humano e para cada vida. Ele tem um projeto para mim, que é diferente do projeto que tem para você. Tem um projeto para Maria, que é diferente do projeto que tem para o João. Um para a Maria Lúcia, que é diferente do projeto que tem para o Sebastião. Maria e Sebastião formam um casal, mas cada um deles recebeu um projeto de Deus, primeiro como indivíduo, depois como casal.
Além disso, Deus, ao ter o Seu projeto infinito, coloca cada pessoa dentro do Seu projeto, respeitando a liberdade desta pessoa. Eu não sou obrigado a amar a Deus. Jesus mesmo disse aos fariseus: "Morrereis no vosso pecado" (Jo 8,21). Jesus não tinha como mudá-los e avisou a eles: "Eu não posso forçá-los a amar". Não forçou o jovem rico (Mt 19,22-23). E chorou sobre Jerusalém porque Jerusalém não o quis (Mt 23,37): "Cuidado, vocês vão morrer na pior. Eu não tenho como forçar o amor e a justiça em vocês". Ele pergunta a Judas: "É com um beijo que trais o filho do homem?" (Lc 22,48). Jesus não podia forçar Judas a ser bom. Criou condições, mas Judas não aceitou. Se há uma coisa que Deus não pode fazer é deixar de amar. Mas também há uma coisa que Deus não pode fazer: obrigar-nos a amá-Lo, porque isto não seria amor.
O amor, ou é gratuito ou não é amor. Ninguém ama à força. O Deus que nos criou tem um projeto. O Seu projeto é de amor, mas depende do nosso sim. Se eu não quiser, não vai se realizar em mim. É preciso entender essas coisas. Nem sempre o projeto de Deus se realiza porque nós não deixamos. Lembram-se da história do jovem rico? Ele se retirou triste porque tinha muitos bens e Jesus disse que é difícil um rico entrar no reino dos céus. Teve que deixá-lo seguir outro projeto. Deus não força. Ele tem um projeto, mas não nos obriga.
Da próxima vez que alguém lhe pedir que entre para a Igreja dele pense nisso. É projeto de Deus ou daquele pregador pastor que você mude para o rebanho dele? Deus forçaria daquele jeito e jogaria com aquelas armas? Releia sua Bíblia e veja o agir de Deus e o de alguns de "seus" porta-vozes! Quem tem um projeto sabe o que fazer com o fruto que amadurece mais tarde. Quem não tem, força o amadurecimento, a colheita e ainda por cima diz que é ordem do dono do pomar! Já viu a urgência dos pregadores da mídia? É muito mais sôfrega e maior do que a de Jesus e a dos apóstolos. O que você acha que está em jogo: o Reino dos Céus ou o avanço do grupo deles?

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EVANGELHO E REFLEXÃO DO DIA

EVANGELHO (Mt 19,23-30)
Dificuldade para entrar no Reino do Céu 
Jesus então disse aos discípulos:
- Eu afirmo a vocês que isto é verdade: é muito difícil um rico entrar no Reino do Céu. E digo ainda que é mais difícil um rico entrar no Reino de Deus do que um camelo passar pelo fundo de uma agulha.
Quando ouviram isso, os discípulos ficaram muito admirados e perguntavam:
- Então, quem é que pode se salvar?
Jesus olhou para eles e respondeu:
- Para os seres humanos isso não é possível; mas, para Deus, tudo é possível.
Aí Pedro disse:
- Veja! Nós deixamos tudo e seguimos o senhor. O que é que nós vamos ganhar?
Jesus respondeu:
- Eu afirmo a vocês que isto é verdade: quando chegar o tempo em que Deus vai renovar tudo e o Filho do Homem se sentar no seu trono glorioso, vocês, os meus discípulos, também vão sentar-se em doze tronos para julgar as doze tribos do povo de Israel. E todos os que, por minha causa, deixarem casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos ou terras receberão cem vezes mais e também a vida eterna. Muitos que agora são os primeiros serão os últimos, e muitos que agora são os últimos serão os primeiros. 
Palavra da Salvação: Glória a vós Senhor!
REFLEXÃO
Jesus causa espanto aos discípulos
Falando sobre a dificuldade de o rico entrar no Reino de Deus, Jesus causa espanto aos discípulos. Eles estão sob a influência de uma cultura de aspiração ao poder e à riqueza. Não entendem que devem abandonar-se à providência do Pai. Pedro, lembrando que haviam deixado tudo, cobra a recompensa. Em Mateus esta é apresentada em termos
escatológicos, do mundo futuro, divergindo de Marcos (cf. 25 maio). Neste a recompensa é o usufruto, "desde agora, neste tempo", dos bens criados por Deus, o que pode acontecer em uma sociedade de partilha fraterna, a ser
conquistada. É o projeto do Reino. Os últimos, os excluídos, são os primeiros a se envolverem neste projeto.
Autor: José Raimundo Oliva

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

SEMANA PAROQUIAL DA FAMÍLIA

TEMA: Família, formadora de valores humanos e cristãos.
DATA: 20 a 22/08/2010
Organização: Pastoral Familiar e ECC.

"A Família não nasce pronta; constrói-se aos poucos, e é o melhor laboratório do amor. Em casa, entre pais e filhos, pode-se aprender a amar, pode-se experimentar com profundidade a grande aventura de amar sem medo".

PROGRAMAÇÃO

Dia 20/08/2010 (Sexta-feira)
18:30 hs - Carreata, saindo do Santuário da Mãe Rainha até a Igreja Matriz com a Benção dos veículos automotores (carros e motos);
19:30 hs - Missa de Abertura
Celebrante: Pe. Tarcísio Pereira de Paiva-SCJ (Campo Grande/RN).

Dia 21/08/2010 (Sábado)
06:00 hs - Momento de Oração - Igreja Matriz
                - Café Partilhado
17:00 hs - Terço da Família
19:30 hs - Oração e Louvor
Coordenação: Casal da Comunidade Renascer (Mossoró/RN).
Logo após Festival de sobremesas.

Dia 22/08/2010 (Domingo)
08:00 hs - Encontro com as Famílias - Igreja Matriz
Palestrante: Seminaristra Alison (Mossoró/RN).
19:30 hs - Missa de Encerramento
Celebrante: Pe. Augusto Lívio.

REFLEXÃO DO DIA

Creio na Assunção de Maria ao céu, em corpo e alma, mesmo nas vésperas do ano 2000, na era da cibernética triunfante e no tempo em que tudo me fala de progresso científico, de divinização da matéria e de escalada às estrelas.
Creio na Assunção de Maria porque creio na Palavra de Cristo, a nos prometer um corpo glorificado, semelhante ao que ele mesmo ganhou, depois da morte.
Creio na Assunção de Maria porque creio também na palavra da Igreja, depositária da fé proclamada pelos Apóstolos, mensageira daquela esperança que lançou raízes no túmulo de Cristo e, graças à ressurreição do mesmo, se transformou em certeza para nós.
Creio na Assunção de Maria porque creio na beleza e no valor do corpo humano, criado à imagem e semelhança de Deus, bem sabendo que a imagem de Deus não pode ser engolida pela escuridão de um sepulcro, nem apagada para sempre das páginas da criação.

Creio na Assução de Maria porque creio no destino final do ser humano, santificado pela graça do pai consagrado pela aliança com ele e purificado pelo sangue de Cristo. Destino final que não pode ser um cemitério ou um forno crematório - mas o de contemplar o rosto de Deus e o de estar com Cristo, onde Cristo estiver.

Creio na Assunção de Maria porque creio na exaltação dos pequeninos humilhados, dos pobres esquecidos, dos injustiçados sem voz, dos sofredores sem vez, dos abandonados sem proteção, dos misericordiosos descartados, dos mansos violentados...
Creio na Assunção de Maria porque creio na justiça de Deus, que jamais deixa sem resposta e sem prêmio nossa fé e nossa esperança, nosso serviço e nosso sofrimento, nossa dedicação e nosso amor.
Creio na Assunção de Maria porque aguardo também a minha, a tua e a nossa "assunção", na Casa e no Coração do Pai!
Autor: Virgilio Ciaccio

EVANGELHO E REFLEXÃO DO DIA

EVANGELHO (Mt19,16-22)
O Seguimento de Jesus
Certa vez um homem chegou perto de Jesus e perguntou:
- Mestre, o que devo fazer de bom para conseguir a vida eterna?
Jesus respondeu:
- Por que é que você está me perguntando a respeito do que é bom? Bom só existe um. Se você quer entrar na vida eterna, guarde os mandamentos.
- Que mandamentos? - perguntou ele.
Jesus respondeu:
- "Não mate, não cometa adultério, não roube, não dê falso testemunho contra ninguém, respeite o seu pai e a sua mãe e ame os outros como você ama a você mesmo."
- Eu tenho obedecido a todos esses mandamentos! - respondeu o moço. - O que mais me falta fazer?
Jesus respondeu:
- Se você quer ser perfeito, vá, venda tudo o que tem, e dê o dinheiro aos pobres, e assim você terá riquezas no céu. Depois venha e me siga.
Quando o moço ouviu isso, foi embora triste, pois era muito rico.
Palavra da Salvação: Glória a vós Senhor!

REFLEXÃO
O moço rico
Esta narrativa é encontrada nos três Evangelhos sinóticos, Mateus, Marcos (cf.24 maio) e Lucas, com pequenas diferenças entre si. Nela, em lugar de Reino dos Céus, fala-se de vida eterna, o que é mais frequente no quarto Evangelho. Quando Jesus apresenta ao jovem os mandamentos, ele refere-se apenas aos que versam sobre o justo relacionamento com o próximo. O mandamento do sábado é abolido. E os mandamentos relativos ao amor a Deus estão contemplados no amor ao próximo. Deus não é amado por obrigação, mas sim pelos atos de amor gratuito. O jovem rico e observante representa a religião da Lei, que é insuficiente para alcançar a vida eterna. O caminho para a vida eterna é o seguimento de Jesus, com seu amor misericordioso, libertador e sem restrições. O apego à riqueza, por sua vez, afasta a pessoa do seguimento de Jesus. Além disso, aquele que serve à riqueza está consolidando o sistema injusto que oprime e explora os pobres para o aumento dos bens dos ricos.
Autor: José Raimundo Oliva

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

I ENCONTRÃO VOCACIONAL - UPANEMA/RN

Vocação: chamado de Deus

Vocacionados, são chamados antes de tudo à santidade
Vocação significa chamado: Alguém chama e alguém é chamado. Há uma ligação íntima entre aquele que vocaciona e aquele que é vocacionado ou chamado. Quem vocaciona dá a vocação e alimenta a chama do vocacionado.

A vocação, sem a qual nenhuma outra nos enriqueceria, é o chamado a existir, à vida. A vida humana, segundo a Palavra revelada, é dom sagrado, precioso e sublime do amor de Deus. Eis o que afirma a Bíblia: Deus disse: "Façamos o homem à nossa imagem e semelhança". (Gen 1)

A Bíblia ratifica a Vocação à vida humana como Dom de Deus a cada pessoa e diz categoricamente que "o Senhor Deus formou, pois, o homem do barro da terra, e inspirou-lhe nas narinas um sopro de vida e o homem se tornou um ser vivente" (Gen 2,7).

A imagem bíblica deixa clara a procedência da vida humana, matéria trabalhada pelas mãos do criador e pelo sopro vivificante do Espírito de Deus moldando à criatura humana em uma unidade perfeita, distinta e diferente Dele, mas criada à sua imagem e semelhança.

Somos chamados à vida, ou seja, a sua, a minha, as nossas vidas são dons de Deus, nós apenas as recebemos da gratuidade de seu amor. Mas... vida dada, vida recebida, o que fazer com a vida? Só temos uma vida e precisamos usá-la bem.

É necessário canalizá-la, a partir da nossa liberdade, iluminada pela fé e em diálogo com a Igreja, para objetivos que discernimos como "a vontade de Deus para nós" .Vocação é um desígnio pessoal do amor de Deus para cada pessoa. Quando Deus nos chamou à vida, no seu coração de Pai, Ele já guardava desde toda a Eternidade um estado de vida, uma graça para enriquecer a pessoa e enviá-la à missão.

Vocação e missão se encontram estreitamente ligados. Por isso, o que importa é discernir a vontade de Deus e abraçá-la. Se esta for o casamento, vamos assumí-la, se for o sacerdócio ou a vida religiosa ou mesmo consagrados como casados, assumamos a postura de Maria: "Faça-se em mim segundo a vossa Palavra"( Lc 1, 38 ).

Na grande vocação cristã há um chamado de Deus dirigido a todos: "sede santos porque eu sou Santo". No Novo Testamento está escrito "a vontade de Deus é a vossa santificação". Religiosos, padres e leigos vocacionados, são chamados antes de tudo à santidade.

Jesus nos ilumina para discernir a vontade de Deus, propondo o caminho do amor: "A quem me ama eu me manifestarei". A vocação à santidade é para todos, ninguém está excluído. No céu entra quem, aceitando o chamado de Deus, se deixa conduzir pelo Espírito Santo e se assemelha, no coração e na prática da vida, a Jesus, aqui na terra.

Mas, vocação, no caminho da Igreja, é chamado de Deus, graça que enriquece o batizado e o convida para uma consagração e uma missão. O primado do ser sobre o ter é o reconhecimento do sentido da vida como o chamado do amor gratuito de Deus, como dom livre e responsável de si mesmo aos outros em Cristo e na atitude evangélica de serviço de Maria. Não fostes vós que me escolhestes mas eu que vos escolhi" (Jo 15,16).

Vocacionados ao sacerdócio, à vida religiosa sob os mais diversos carismas são sempre pessoas amadas pessoalmente por Deus e candidatos à consagração. Ainda hoje Deus continua chamando. Qual sua resposta a Jesus que te chama?
Dom José Palmeira Lessa
Arc. Metropolitano de Aracaju - SE

OS BENEFÍCIOS DO PERDÃO!

Perdoar é uma das atitudes mais difíceis na vida de milhares de pessoas. O fato de alguém pedir perdão a outrem equivale a dizer que reconhece seu erro e sua culpa, por isso, vai ao encontro de quem foi, efetivamente, atingido por sentimentos, palavras e atos que feriram a sua dignidade. O fato de alguém perdoar significa dizer que reconhece sinceridade no arrependimento daquele que vai ao seu encontro, com a disposição de mudar de atitude.
A Revista Veja, em sua edição de 28 de Julho passado, tem como “matéria de capa” o perdão, mais precisamente, “O poder do perdão”. Não deixa de ser, deveras, significativo o fato de estarem a ciência e a midia tratando de um assunto que, por certo, na mente da maioria das pessoas tinha lugar apenas no mundo das religiões e na prática de seus seguidores. O enfoque desse assunto na relação interpessoal e institucional, numa visão psicológica, filosófica, sociológica e política, com sua referência à face do perdão, biblicamente revelada, representa uma contribuição muito especial para a compreensão da necessidade de superação das linhas cruzadas e da eliminação das rupturas que se estabeleceram nas relações humanas, por numerosos motivos. Na matéria, encontram-se depoimentos de pessoas, empresários e governantes que tiveram a capacidade de perdoar ou se mantiveram fechados em relação ao perdão. Segundo um professor da Universidade de Boston, o pedido de perdão contém “três passos básicos par obter perdão. Primeiro, deve-se assumir a responsabilidade pelo erro. Segundo, é preciso repudiar claramente esse erro, mostrando que não se pretende repeti-lo. Terceiro, deve-se exprimir o arrependimento pela dor causada ao próximo.” O que é hoje descoberta da pesquisa e conquista da ciência, o Catecismo da Igreja já o proclama, há milênios, ao apresentar as exigências para que o fiel, ao recorrer ao Sacramento da Penitência, obtenha o perdão dos pecados cometidos contra Deus e contra o próximo. Com efeito, para que esse Sacramento produza seus efeitos, exigem-se atitudes que levem o penitente à mudança de vida e à reconciliação: Contrição (reconhecimento dos pecados); Confissão (revelação, perante o confessor, desses pecados, “por pensamentos, palavras e obras”); Absolvição (recepção da perdão dos pecados confessados); Satisfação (reparação dos pecados cometidos, não os repetindo, deliberadamente). Como penitência, o confessor impõe uma pena ao penitente, correspondente, “na medida do possivel, à gravidade e à natureza dos pecados cometidos.”
No plano psico-religioso, o perdão é um ato muito benéfico, sob vários aspectos, como confirma a voz da experiência de cada um. Um desses aspectos é a paz da consciência. O relacionamento entre pessoas, grupos e nações fica ameaçado quando determinados sentimentos, palavras e atitudes ferem o seu direito. Quando isso acontece, criam-se estremecimentos no relacionamento humano que, em muitos casos, rompem fortes vínculos de consanguinidade e sólidos laços de amizade. O perdão é sempre muito benéfico para as pessoas que conseguem refazer sua história, não apenas porque minimizam a razão do distanciamento que se criou na convivência familiar e no relacionamento social, mas, antes, porque dão um passo de qualidade, ao cancelá-la de seu coração e de sua mente. A psicologia e a espiritualidade identificam os benefícios do perdão na vida das pessoas. A melhor linguagem dessa experiência é testemunhada por aquelas pessoas que conseguiram perdoar-se, mutuamente.
Para muitos, o perdão é benéfico, por ser uma conquista humana; para os cristãos, além dessa dimensão, está muito clara a exigência que Jesus colocou na oração do Pai Nosso: “Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.”

Dom Genival Saraiva

TV Aparecida e Canção Nova confirmam debate com presidenciáveis

Está confirmado o debate que as TVs Aparecida e Canção Nova promovem com os presidenciáveis no dia 23 de agosto, às 22h, no auditório da Faculdade Santa Marcelina, em São Paulo. Dos quatro candidatos mais bem posicionados nas pesquisas, Marina Silva, Plínio de Arruda Sampaio e José Serra estarão presentes. As emissoras aguardam confirmação da candidata Dilma Roussef.
Este será o primeiro debate entre presidenciáveis promovido por emissoras de televisão de inspiração católica.  Os organizadores esperam criar um espaço inédito para que temas de interesse dos católicos sejam tratados com profundidade, além de assuntos importantes para toda a sociedade.
"Nossa intenção é dar oportunidade ao telespectador de conhecer melhor cada candidato, suas ideias e soluções para nossa sociedade. É um espaço para levar mais subsídios para nosso público, a fim de que os eleitores possam fazer as melhores escolhas", comenta a superintendente da TV Canção Nova, Ana Paula Guimarães.
Para o diretor geral da Rede Aparecida, padre César Moreira, a realização do programa é um marco. "Não se pode mais dissociar religião de política. Muitos dos nossos telespectadores gostariam de conversar com esses políticos e com o debate temos a chance de promover essa aproximação. Esperamos poder contar com a participação dos quatro candidatos", comenta padre César, que será o mediador do debate.
Para definir as regras do debate, foram realizadas reuniões com as assessorias dos candidatos José Serra (PSDB), Marina Silva (PV), Plínio Arruda Sampaio (PSOL) e Dilma Roussef (PT). Assuntos como aborto, uso de células tronco embrionárias e exposição de símbolos religiosos em locais públicos farão parte da pauta que compreende ainda questões ligadas à saúde, educação, emprego, segurança pública, previdência, liberdade de imprensa, reforma agrária.
"Nosso objetivo não é estimular a discussão entre os candidatos, mas a exposição de suas ideias", afirma a superintendente da Canção Nova.

REFLEXÃO DO DIA

Casais que se contemplam
Pe. Zezinho, scj

Contou-me ele, depois de onze anos de casamento. Não conseguindo dormir de dor no joelho, sentou-se numa poltrona ao lado da esposa que dormia no leito, chegou mais perto e passou a noite contemplando a mulher que o fizera pai, o ajudara a amadurecer para o amor e para a vida e o enchera de felicidade e sensatez.

-"Gratidão foi o que senti"-, dizia ele. E prosseguiu: - "Deus me deu uma mulher suave bonita, dois filhos, uma família amorosa e uma cúmplice para todos os momentos"

É discorria:

"Fiquei olhando a mulher que eu procurara e achara, a mãe dos meus filhos, aquele corpo bonito, aquela alma escondida sob os olhos que dormiam, e vi nela meu outro eu, extensão de mim, ou eu extensão dela, não sei ao certo!

Mas uma das frases dele captou-me de maneira especial. Disse-me: -" Eu era um tipo de homem antes dela. Depois dela eu mudei. Acho que Deus a enxertou em mim e me enxertou nela. Produzo frutos que jamais pensei ser capaz de produzir. Ela deu sabor especial à minha vida. Acho que eu também a tornei mais pessoa."

Palavras de marido apaixonado que contempla sua esposa à beira do leito. Quantas esposas e maridos não assinariam em baixo dessa frase? Embora vocês brinquem, dizendo que se casaram com um desastre, com um estrupício, brincadeiras à parte, vocês sabem que, agora, quando querem achar-se, precisam mergulhar um no outro, porque seu eu está dentro da pessoa amada. Vocês deram, um ao outro, o que tinham de melhor e, agora, quando querem achar o melhor si, procuram no cônjuge. É investimento que rende! Isso, quando o casamento deu certo!

Conto sempre a história de Dona Leila, para ilustrar o que é um bom casamento. As meninas, que a idolatravam pela excelente mestra e amiga que era, um dia, em aula, perguntaram, à queima roupa, quando ela perdera a virgindade. Dona Leila, tranqüila, reagiu:

- Mas eu não perdi! Não sou mais virgem, mas não perdi a virgindade!
- A senhora é casada e tem três filhos. Como não perdeu a virgindade?
- Eu não rodei bolsinha, nem saí do baile para o motel com um cara que nunca mais vi. Não perdi a virgindade para qualquer um. Dei-a ao meu marido e ele mora comigo. Minha virgindade está lá no mesmo leito que dividimos há catorze anos. E está em excelentes mãos. Só perde a virgindade quem não sabe onde a colocou. Eu sei o que fiz. Foi troca: eu me dei a ele e ele se deu a mim. Agora eu sou de um bom homem e ele, modéstia à parte é meu. Ele não precisa dizer isso: eu percebo.

Daquele dia em diante, as meninas perceberam que, isso de gostar de um cara, namorar e acasalar, passa pela descoberta de quem é este outro com quem criarão filhos. Sem alteridade, o sexo é apenas um troca-troca egoísta. Com alteridade é uma viagem de almas e corpos entrelaçados. É por isso que o casamento se chama de enlace! De laços o amor é feito.

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