quarta-feira, 4 de novembro de 2009

REFLEXÃO DO EVANGELHO

TUDO PARA SER DISCÍPULO
Neste texto de seu Evangelho, Lucas reúne três sentenças sobre as condições para o seguimento de Jesus, inserindo duas curtas parábolas antes da terceira sentença, sem um vínculo direto com ela. Cada sentença inicia-se com: "Se alguém...", "Quem não...", "Do mesmo modo...", e termina com a negativa "não pode ser meu discípulo!". O conteúdo é a proposta de libertação em relação aos laços tradicionais de família, estabelecidos como forma de conservadorismo, e de seguir Jesus sem temer as adversidades que surgirão ("carregar a cruz"). As duas curtas parábolas mostram a necessidade de tomar consciência das conseqüências da decisão final de renunciar a tudo para ser discípulo de Jesus.

EVANGELHO DO DIA (Lc 14, 25-33)


PREPARAR-SE PARA SEGUIR JESUS
Certa vez uma grande multidão estava acompanhando Jesus. Ele virou-se para eles e disse: - Quem quiser me acompanhar não pode ser meu seguidor se não me amar mais do que ama o seu pai, a sua mãe, a sua esposa, os seus filhos, os seus irmãos, as suas irmãs e até a si mesmo. Não pode ser meu seguidor quem não estiver pronto para morrer como eu vou morrer e me acompanhar. Se um de vocês quer construir uma torre, primeiro senta e calcula quanto vai custar, para ver se o dinheiro dá. Se não fizer isso, ele consegue colocar os alicerces, mas não pode terminar a construção. Aí todos os que virem o que aconteceu vão caçoar dele, dizendo: "Este homem começou a construir, mas não pôde terminar!" - Se um rei que tem dez mil soldados vai partir para combater outro que vem contra ele com vinte mil, ele senta primeiro e vê se está bastante forte para enfrentar o outro. Se não fizer isso, acabará precisando mandar mensageiros ao outro rei, enquanto este ainda estiver longe, para combinar condições de paz. Jesus terminou, dizendo: - Assim nenhum de vocês pode ser meu discípulo se não deixar tudo o que tem.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

REFLEXÃO DO EVANGELHO

A UNIVERSALIDADE DO REINO
Na seqüência do Evangelho de Lucas, em uma refeição na casa de um fariseu, um dos comensais proclama a bem-aventurança da participação no banquete do Reino de Deus. Jesus responde com uma parábola em narrativa, a qual é um desenvolvimento da curta parábola anterior, com o tema do convite para uma refeição. Agora os destaques são a rejeição da parte dos primeiros convidados e a aceitação dos novos convidados, que eram excluídos. O judaísmo, que pretendia ter a salvação garantida, rejeita a Jesus. Porém, os gentios, que eram postos de lado, o acolhem. É a universalidade do Reino presente em todos os povos, sem limites de fronteira ou raça.

EVANGELHO DO DIA (Lc 14, 15-24)


OS CONVIDADOS

Um dos que estavam à mesa ouviu isso e disse para Jesus: - Felizes os que irão sentar-se à mesa no Reino de Deus! Então Jesus lhe disse: - Certo homem convidou muita gente para uma festa que ia dar. Quando chegou a hora, mandou o seu empregado dizer aos convidados: "Venham, que tudo já está pronto!" - Mas eles, um por um, começaram a dar desculpas. O primeiro disse ao empregado: "Comprei um sítio e tenho de dar uma olhada nele. Peço que me desculpe." - Outro disse: "Comprei cinco juntas de bois e preciso ver se trabalham bem. Peço que me desculpe." - E outro disse: "Acabei de casar e por isso não posso ir." - O empregado voltou e contou tudo ao patrão. Ele ficou com muita raiva e disse: "Vá depressa pelas ruas e pelos becos da cidade e traga os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos." - Mais tarde o empregado disse: "Patrão, já fiz o que o senhor mandou, mas ainda está sobrando lugar." - Aí o patrão respondeu: "Então vá pelas estradas e pelos caminhos e obrigue os que você encontrar ali a virem, a fim de que a minha casa fique cheia. Pois eu afirmo a vocês que nenhum dos que foram convidados provará o meu jantar!"

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

MISSA DE FINADOS - HOJE - ÀS 16:00 HS - IGREJA MATRIZ.

REFLEXÃO DO EVANGELHO

"HOJE MESMO"
Os três evangelistas referem-se à crucifixão de Jesus entre dois outros condenados. Eram culpados por insurreição (lestes, no grego), aos quais era reservada a morte ostensiva pelo suplício da cruz. Em Marcos e Mateus, estes dois crucificados zombavam de Jesus. Na narrativa de Lucas, apenas um deles o provoca, enquanto o outro pede por sua misericórdia. Lucas usa a narrativa para fazer uma contraposição tipológica entre aqueles que rejeitam Jesus e aqueles que o acolhem. Caso semelhante temos na contraposição entre a oração do orgulhoso fariseu e a do humilde publicano. Pode haver também uma alusão à rejeição dos chefes religiosos de Israel e à acolhida pelos gentios. Na narrativa, temos também a contraposição entre o comum pecador e Jesus, que "não fez nada de mal". Jesus, em sua resposta, menciona o Paraíso, no qual o crucifi cado será recebido, "hoje mesmo", sem qualquer delonga escatológica. Finda a caminhada na história e no tempo, e permanece na eternidade, em comunhão de amor com Deus.

Evangelho do Dia (Lc 23,33.39-43)

ACEITAR A SALVAÇÃO
Quando chegaram ao lugar chamado "A Caveira", ali crucificaram Jesus e junto com ele os dois criminosos, um à sua direita e o outro à sua esquerda. Um dos criminosos que estavam crucificados ali insultava Jesus, dizendo: - Você não é o Messias? Então salve a você mesmo e a nós também! Porém o outro o repreendeu, dizendo: - Você não teme a Deus? Você está debaixo da mesma condenação que ele recebeu. A nossa condenação é justa, e por isso estamos recebendo o castigo que nós merecemos por causa das coisas que fizemos; mas ele não fez nada de mau. Então disse: - Jesus, lembre de mim quando o senhor vier como Rei! Jesus respondeu: - Eu afirmo a você que isto é verdade: hoje você estará comigo no paraíso.

DIA DOS FIÉIS DEFUNTOS

Hoje, a Igreja recolhe-se em oração pelos seus filhos que já partiram desta vida. Para os cristãos, não se trata de um simples dia de saudade, mas de oração pelos fiéis de Cristo que já partiram para a Casa do Pai na firme esperança da ressurreição. Vêm à nossa mente e ao nosso coração tantas perguntas: Que é a morte? Que é a vida que termina com a morte? O que há após a morte? São interrogações que devemos responder à luz da fé.
Num mundo que já não crê e não tem quase nada a dizer sobre a vida e sobre a morte, a Palavra de Deus nos ilumina: “Irmãos, não queremos que ignoreis o que se refere aos mortos, para não ficardes tristes como os outros, que não têm esperança” (1Ts 4,13). O cristão não pode encarar a morte como os pagãos; nós temos uma esperança, e ela se chama Jesus Cristo, aquele que disse “eu sou a Ressurreição, eu sou a Vida” (Jo 11,25)!
Recordemos algumas certezas fundamentais da nossa fé:
(1) Deus é vida, criou tudo para a vida. Ele não é o autor da morte, não entende nada de morte, não tem parte com a morte (cf. Sb 1,13-15). Pelo contrário, a morte é a separação do Deus da vida, como as trevas são a separação da luz do sol. “Deus criou o homem para a incorruptibilidade e o fez imagem de sua própria natureza; foi por inveja do Diabo que a morte entrou no mundo: experimentam-na aqueles que lhe pertencem” (Sb 2,23s). Deus pensou para nós somente o bem e a felicidade com ele! O homem, ao fechar-se desde o princípio, para o Deus da vida, desarrumou-se, desaprumou-se e passou a experimentar sua vida como uma morte: desequilíbrio, dor, egoísmo, solidão, medo, doença, falta de sentido e, finalmente, a morte física... O salário do nosso pecado foi uma situação de morte, de infelicidade, de incoerência e tristeza, que culmina com a morte física. Basta olhar o mundo ao nosso redor!
(2) Isto não significa que, se não tivéssemos pecado, viveríamos aqui para sempre. Deus não nos criou para vivermos aqui indeterminadamente: “O Senhor tirou o homem da terra e a ela faz voltar novamente. Deu aos homens número preciso de dias e tempo determinado” (Eclo 17,1s). Deus nos deu um número preciso de dias, um tempo de vida. Mas, uma coisa é certa: sem o pecado, vivendo na amizade com Deus e na harmonia com os outros e o mundo, nossa morte não teria o gosto amargo de morte. Se hoje a morte tem um aspecto trágico, é porque está ligada ao pecado, ao nosso afastamento de Deus. Por isso a morte nos mete medo e, muitas vezes, é sentida como uma ameaça de cair no nada.
(3) Mas, Deus não nos abandonou à morte: ele nos enviou o seu Filho, em tudo igual a nós, menos no pecado. Ele tomou sobre si as nossas dores, viveu nossa vida mortal, de incertezas, de tristezas, de angústias, de morte. Morrendo de nossa morte, ele foi ressuscitado pelo Pai na força do Espírito Santo. Morrendo da nossa morte, ele nos deu a possibilidade e a graça de morrer como ele e com ele ressuscitar da morte: “Eu sou a ressurreição! Quem crê em mim, ainda que esteja morto viverá!” (Jo 11,25). Desde o Batismo, unidos a Cristo morto e ressuscitado, alimentados pelo seu corpo e sangue na Eucaristia, sabemos que “nem a morte nem a vida nem criatura alguma nos poderá separar do amor de Cristo” (Rm 8,38s).
Esta é a nossa esperança: vivermos unidos a Cristo já agora e, após a nossa morte, ressuscitar nele e com ele, nele e como ele! Como o Senhor foi glorificado no seu corpo e na sua alma pela potência do Espírito Santo, assim também nós seremos glorificados: logo após a nossa morte, na nossa alma, nunca mais sentiremos o medo, a tristeza, a dor, o pranto... e, no fim dos tempos, também no nosso corpo mortal seremos glorificados: “semeado corruptível, ressuscitará corpo incorruptível; semeado desprezível, ressuscitará reluzente de glória; semeado na fraqueza, ressuscita cheio de força; semeado psíquico, ressuscita corpo espiritual” (1Cor 15,42-44). Sermos glorificados significa entrar na plenitude de Cristo, na alegria de Cristo, na eternidade de Cristo! Isto, para nós, é o Paraíso: estar para sempre com o Senhor!
Irmãos, Irmãs, rezemos hoje pelos nossos queridos que já morreram; rezemos por todos os fiéis que já partiram para o Cristo: que recebam o perdão de seus pecados e entrem na plenitude de Deus. A Sagrada Escritura diz que “é um santo e piedoso pensamento rezar pelos mortos, para que sejam livres de seus pecados” (2Mc 12,46). Que nosso carinho e nossa saudade sejam acompanhados pela nossa piedosa oração, cheia de esperança na ressurreição.
Mas, pensemos também na nossa vida, no destino que estamos dando à nossa existência, pois nosso encontro com o Senhor é preparado no dia-a-dia, nos pequenos momentos de nosso caminho neste mundo. São Bernardo de Claraval afirmava que nossa vida neste mundo é semente de eternidade. Pois bem! Estejamos atentos para viver de tal modo, que nossa vida seja uma amizade com Deus que começa aqui e se consumará na glória!
Voltemos nosso olhar e nosso pensamento para Cristo, vencedor da nossa morte. As palavras do Prefácio da missa de hoje são tão consoladoras: Em Cristo “brilhou para nós a esperança da feliz ressurreição. E, aos que a certeza da morte entristece, a promessa da imortalidade consola. Senhor, para os que crêem em vós, a vida não é tirada, mas transformada. E, desfeito o nosso corpo mortal, nos é dado nos céus, um corpo imperecível”. Que o Senhor realize a nossa esperança e que nós vivamos de tal modo, que sejamos dignos dela!
Descanso eterno dai-lhes, Senhor!
Da luz perpétua, o resplendor!
Que suas almas descansem em paz.
Assim seja!

Por: Dom Henrique

domingo, 1 de novembro de 2009

MISSA DE FINADOS


Dia de 02 de novembro (amanhã), feriado nacional, dia de finados. Será celebrada missa às 19:30 horas, na Igreja Matriz. Participem!

REFLEXÃO DO EVANGELHO

GRANDE A VOSSA RECOMPENSA
Mateus e Lucas colocam esta proclamação das bem-aventuranças como abertura de uma exposição mais ampla de Jesus sobre as características do Reino de Deus presente no mundo. O Evangelho, no seu todo, é um desenvolvimento das bem-aventuranças. Em Lucas temos uma situação concreta de pobreza. Com o acréscimo dos "ais" aos ricos e acomodados, ele confere uma dimensão social a esta proclamação. Em Mateus predomina o caráter de um programa de retidão de comportamento transformador, em vista do Reino dos Céus. As bem-aventuranças não indicam apenas o sentimento subjetivo de felicidade, mas, sobretudo, a ação libertadora de Deus e o estar sob seu agrado com aqueles que vivem uma prática coerente com seu Reino. Ao tomarmos conhecimento das bem-aventuranças, somos seduzidos a vivenciá-las. As quatro primeiras dirigem-se aos que sofrem opressão e exploração do sistema social, anunciando a intervenção libertadora de Deus. São os pobres que choram e esperam por justiça. As quatro últimas apontam para aqueles que se empenham em uma prática transformadora do mundo. São os misericordiosos que se solidarizam com os sofredores; os que têm o coração desapegado das riquezas e livres para servir aos mais necessitados; os que promovem a vida e a paz, comprometendo-se com a luta pela implantação da justiça característica do Reino dos Céus, no seguimento de Jesus. Estes, empenhados até o martírio, são destacados na primeira leitura, redigida em estilo apocalíptico. Pela prática das bem-aventuranças, na plenitude do amor, somos, de fato, fi lhos de Deus. Estamos integrados na comunhão dos santos, na vida eterna.

Evangelho do Dia (Mt 5, 1-12a)


A "CONSTITUIÇÃO" DO POVO DE DEUS

Quando Jesus viu aquelas multidões, subiu um monte e sentou-se. Os seus discípulos chegaram perto dele, e ele começou a ensiná-los. Jesus disse: - Felizes as pessoas que sabem que são espiritualmente pobres, pois o Reino do Céu é delas. - Felizes as pessoas que choram, pois Deus as consolará. - Felizes as pessoas humildes, pois receberão o que Deus tem prometido. - Felizes as pessoas que têm fome e sede de fazer a vontade de Deus, pois ele as deixará completamente satisfeitas. - Felizes as pessoas que têm misericórdia dos outros, pois Deus terá misericórdia delas. - Felizes as pessoas que têm o coração puro, pois elas verão a Deus. - Felizes as pessoas que trabalham pela paz, pois Deus as tratará como seus filhos. - Felizes as pessoas que sofrem perseguições por fazerem a vontade de Deus, pois o Reino do Céu é delas. - Felizes são vocês quando os insultam, perseguem e dizem todo tipo de calúnia contra vocês por serem meus seguidores. Fiquem alegres e felizes, pois uma grande recompensa está guardada no céu para vocês.